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<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>J. P. Resende</title><link>https://joaopedroresende.com</link><description>Blog pessoal de J. P. Resende</description><language>pt-BR</language>
<item><title>O que realmente significa dizer que &quot;A IA poderia matar todos em 10 anos&quot;?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/jacob-coxton-ia-poderia-exterminar-todos</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/jacob-coxton-ia-poderia-exterminar-todos</guid><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 00:23:55 GMT</pubDate><description>Um pesquisador deixou a OpenAI, ficou 4 meses na Anthropic e saiu também, dizendo que a IA irá matar todo mundo em 10 anos. A mídia comprou e a declaração se tornou o assunto da semana. Aqui está o que eu penso disso tudo.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Um pesquisador deixou a OpenAI, ficou 4 meses na Anthropic e saiu também, dizendo que a IA irá matar todo mundo em 10 anos. A mídia comprou e a declaração se tornou o assunto da semana. Aqui está o que eu penso disso tudo.</p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>O FIRE 2026 chegou e haverá um ANTES e um DEPOIS dele</title><link>https://joaopedroresende.com/a/fire-2026</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/fire-2026</guid><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 21:28:07 GMT</pubDate><description>Um antes e um depois para o FIRE, para a Hotmart e para você.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Chegou.</p>
<p>Hotmart FIRE é o maior e mais importante evento da Hotmart no mundo. E olha que nós fazemos MUITOS eventos todos os anos. Bem mais de 100.</p>
<p>Mas, para além do FIRE já ser especial, o FIRE 2026 conseguirá ser AINDA mais. Ele marcará o início e o fim de muita coisa e, com isso, certamente será um evento que trará o começo (ou re-começo) da jornada empreendedora de muita gente.</p>
<p>Por mais que eu seja alguém que ama ficar em casa, eu sempre participei muito de eventos. Como participante mesmo, não só como palestrante. Muitas das ideias que eu tive para a Hotmart vieram exatamente quando eu estava fora de casa, em eventos, e este é só o primeiro dos motivos para eu valorizar tanto esse tipo de experiência:</p>
<ol class="jr-olist"><li><p>Desligar da rotina: quando você vai a um evento, especialmente se for em outra cidade, você inevitavelmente sai da rotina. Isso vai arejar a sua cabeça e dar espaço para seu cérebro pensar em outras coisas. Muitas vezes, coisas que seriam inalcançáveis para ele no dia a dia do escritório. É um sopro de vida na sua criatividade.</p></li><li><p>Estar fora do dia a dia também ajuda você a entender melhor como a sua operação funciona sem você, e ajuda a equipe a &quot;desmamar&quot; de você para fazer a empresa rodar de forma mais independente do fundador. É um exercício importante para revelar elos fracos e estimular autonomia.</p></li><li><p>Eventos são uma forma incrível de DESCOBERTA. Há muitas coisas que você tem total consciência que não sabe, mas que precisa aprender. Porém, <em>há coisas que você nem sabe que deveria saber</em>. Estas são as mais delicadas, porque você sequer tem a chance de buscar aprendê-las ou evoluí-las, uma vez que sua própria existência são do seu desconhecimento. Quando você senta em uma cadeira para ouvir um palestrante e está presente ali, naquele momento, ele trará coisas que você ouvirá pela primeira vez, e terá a chance de se aprofundar depois.</p></li><li><p>Eventos também são uma excelente forma de APRENDER. E aqui estou me referindo a aprimorar algo que você já faz. Saber um jeito novo e mais eficaz ou eficiente, de fazer algo que você já executa no seu negócio ou ofício. É sair de lá com uma lista de tarefas pronta para ser aplicada e gerar resultados.</p></li><li><p>São também uma excelente forma de passar tempo de qualidade com seu sócio ou equipe próxima. Novamente, isto é consequência de sair da rotina, mas se você tem alguém com você nesses dias de evento, você se verá tendo conversas com essas pessoas que jamais aconteceriam no turbilhão do dia a dia. Uma quantidade muito grande de ideias e resoluções de problemas se deram na Hotmart assim: no tempo passado junto com meu sócio e executivos, fora do escritório.</p></li><li><p>Por fim, eventos são perfeitos para se conectar com outras pessoas. Gente que, muitas vezes, dificilmente você conseguiria acessar. As pessoas costumam estar muito abertas em eventos, então é uma oportunidade ótima para encontrar parceiros, fornecedores, colaboradores e claro, clientes.</p></li></ol>
<p>Você terá tudo isso no FIRE, e mais uma <strong>injeção de atualização sobre tudo o que funciona AGORA na Creator Economy, no mercado de infoprodutos, no marketing digital</strong> e todos os temas relacionados a isso. São mais de 100 palestrantes, 5 palcos e muita coisa acontecendo, em toda parte, o tempo todo.</p>
<h2>Novidades a caminho...</h2>
<p>Cada um de vocês terá uma experiência muito pessoal no FIRE. Inúmeras pessoas começaram na platéia e subiram ao palco de uma edição futura. Teve gente que trabalhou na recepção do evento e anos depois virou Black na Hotmart (mais de 1M de faturamento). Incontáveis profissionais que mudaram de carreira, ou abriram seus negócios — alguns até vieram trabalhar comigo, na Hotmart. Muita gente atribui algumas das principais transformações em suas vidas, ao FIRE. A quantidade de &quot;RESETs&quot; que o evento já causou na vida dos participantes ao longo de seus 10 anos não dá nem para contar. Mas dessa vez o RESET será outro.</p>
<p>Primeiro, nós anunciaremos o que vai mudar para os próximos FIREs. E teremos mudanças importantes (para melhor!), e quem estiver lá vai se beneficiar disso, claro.</p>
<p>Segundo... os lançamentos da Hotmart que estamos levando esse ano <strong>vão chacoalhar o mercado.</strong></p>
<p>Na 5a feira, logo no início do evento eu vou mostrar a vocês algumas das últimas coisas em que nós viemos trabalhando... Eu acredito que vocês gostarão muito. E posso dizer que algumas dessas coisas serão, para dizer o mínimo, <em>surpreendentes</em>.</p>
<p>Tenho certeza que <strong>haverá um antes e um depois desse dia</strong>, no nosso mercado. Quem estiver lá, verá (e também vai poder se aproveitar disso).</p>
<div class="jr-btnwrap"><a class="jr-cta-btn ch8" href="https://fire.hotmart.com/" style="background:#D35400;color:#FFFFFF" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Quero participar do FIRE 2026</a></div>
<h2>Minha última dica para você que vai ao FIRE 26</h2>
<p>Aproveite muito o evento, assista palestras, conheça pessoas, visite os estandes, divirta-se, faça tudo, mas garanta uma coisa: no máximo na segunda-feira, você vai executar alguma coisa que aprendeu no evento. Vai começar algum projeto que você idealizou durante o evento. Vai fazer algum ajuste no seu negócio que você aprendeu no evento. Você VAI agir.</p>
<p>Por favor, não seja o aprendedor do evento. Nada contra quem só vai para aprender, mas o FIRE tem mais potencial do que apenas ensinar. O FIRE te entrega o potencial de se transformar de verdade. Aprenda, mas faça também. Segunda-feira, você vai lá e faz. Depois volta aqui e me conta quais foram os seus principais insights e o que você decidiu fazer primeiro. Combinado?</p>
<p>Nos vemos no FIRE!</p>
<div class="jr-btnwrap"><a class="jr-cta-btn ch8" href="https://fire.hotmart.com/" style="background:#D35400;color:#FFFFFF" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Garanta seu lugar (últimos ingressos!)</a></div>]]></content:encoded></item>
<item><title>Hollywood disruptada.</title><link>https://joaopedroresende.com/a/hollywood-disruptada</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/hollywood-disruptada</guid><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 10:35:28 GMT</pubDate><description>A indústria cinematográfica não tem como desver isso. Mas será que o público vai querer... ver?</description><content:encoded><![CDATA[<p>A indústria cinematográfica não tem como desver isso. Mas será que o público vai querer... ver?</p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Já é hora de buscar uma carreira de Serviço Braçal?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/hora-de-buscar-uma-carreira-de-servico-bracal</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/hora-de-buscar-uma-carreira-de-servico-bracal</guid><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 10:41:14 GMT</pubDate><description>Há especialistas em IA dizendo para você se tornar Encanador. Será?</description><content:encoded><![CDATA[<p>Se formos depender dos comentaristas de IA da internet, em breve viveremos no mundo do Super Mario Bros, onde só teremos encanadores e NPCs controlados por IA.</p>
<p>Parece que a profissão de encanador está entre as preferidas entre aqueles que sugerem profissões seguras para quem não quer ser ameaçado de perder espaço para a IA. E, de fato, talvez esta seja uma das profissões que sofrerão menos impacto num mundo pós-IA, mas o quão sério é de fato esse tipo de recomendação? Estaríamos nós diante do fim dos &quot;trabalhos de escritório&quot; feitos por seres humanos?</p>
<p>É sobre isso que pretendo escrever hoje.</p>
<div class="jr-callout">A ideia deste artigo veio da pergunta de um leitor no Instagram. A caixinha de perguntas fica sempre aberta aqui no Journal. Sua pergunta pode vir parar aqui também.</div>
<h2>A sua profissão está prestes a desaparecer? Ou está prestes a mudar radicalmente?</h2>
<p>Não há como negar que existe um enorme interesse nesse tópico. As perguntas em volta do tema &quot;fim de alguma profissão&quot; não páram de chegar e eu já toquei no tema aqui no Journal pelo menos duas vezes:</p>
<div class="jr-quadro" data-quadro="[{&quot;tipo&quot;:&quot;post&quot;,&quot;valor&quot;:&quot;159&quot;},{&quot;tipo&quot;:&quot;post&quot;,&quot;valor&quot;:&quot;166&quot;}]" data-cols="2" data-titulo="Artigos relacionados"></div>
<p>Mas, da última vez, a pergunta veio em uma forma diferente, mais abrangente. A ideia por trás da pergunta era entender se os &quot;trabalhos braçais&quot; vão se valorizar e se valeria à pena migrar para eles uma vez que &quot;a IA não seria capaz de fazê-los&quot;.</p>
<p>Bem, há muitos pontos para cobrir aqui, então comecemos pelo seguinte: <em>será que sobra algo para fazermos dentro de um escritório, na frente do computador?</em></p>
<p>Se você assistiu <a href="https://www.youtube.com/watch?v=zBHtTpeu8ZI" target="_blank" rel="noopener noreferrer">meu vídeo sobre Inteligência Artificial</a> no Youtube, sabe que na minha visão, <em>sim</em>, ainda haverá muita coisa para se fazer dentro de um escritório e os tipos de tarefas que ficam na mão dos seres humanos, para mim são:</p>
<ul class="jr-list"><li><i class="jr-sq"></i><p>Tarefas de alta criticidade que demandam accountability forte de alguém (responsabilização)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Tarefas envoltas em muita ambiguidade / abstração onde é preciso decidir em cenários dinâmicos (julgamento)</p></li></ul>
<p>Em outras palavras: a forma de chegar ao resultado pode até mudar, mas sempre que precisarmos de um humano para se responsabilizar por algo, ou para decidir por algo onde há múltiplas possibilidades de respostas certas (ou erradas!) teremos uma tarefa de alta proteção contra automação por IA.</p>
<p>É por isso que os maiores ameaçados pela IA sempre foram os profissionais Júniores. Normalmente eles não têm experiência para assumir algo de alta criticidade, nem têm bagagem para navegar e decidir em cenários ambíguos ou muito dinâmicos.</p>
<p>E, aqui, aproveito para dar uma dica a estes Juniores que estão tentando ingressar no mercado de trabalho atualmente: <strong>tornem-se os melhores usuários de AI da sua profissão. É isso que pode compensar o seu gap de experiência, enquanto você ainda não a tem.</strong> Uma parte ENORME de profissionais sêniores vão se recusar, ou vão ignorar, ou terão dificuldade de se adequar ao novo cenário de suas respectivas profissões na era pós-IA. Essa é a janela de entrada para o Júnior.</p>
<p>Um segundo ângulo que podemos explorar em cima daquela pergunta original é: <em>OK, ainda haverá espaço escritório. Mas será que estes trabalhos ainda valerão à pena?</em></p>
<p>E aqui teremos um monte de &quot;dependes&quot;.</p>
<p>Depende dos objetivos de vida, da vocação, das preferências e sentimento de realização pessoal que cada um terá com cada tipo de trabalho. Do ponto de vista financeiro, você só chegará no topo de remuneração da sua profissão assumindo cargos de altíssima responsabilidade (onde um erro ou acerto implica em impacto enorme para a instituição que você representa), ou construindo um negócio que deu muito certo (o que normalmente também trará altíssima responsabilidade).</p>
<p>Já no meio do caminho de uma carreira, que é onde a maior parte dos profissionais tendem a ficar, do ponto de vista financeiro, a discussão ganha uma abrangência maior porque vamos precisar passar pelo tema de oferta profissional.</p>
<h2>A inflação do diploma: sim, o seu diploma vale menos hoje (e não é culpa da IA)</h2>
<p>Se a economia não vai bem, a demanda por quase todo tipo de profissional, cai. Mas e se, além de uma <span class="jr-tip" tabindex="0">economia fraca<span class="jr-tipcard larga">Brasil 2026:<br>• Taxa de juros de mais de 14% - maior juros real do mundo. Consegue ser pior que o da Rússia, que é um país SANCIONADO e em GUERRA.<br>• 82% das famílias brasileiros ENDIVIDADAS.<br>-29,9% de Inadimplência: a maior da história.<br>• Mais dinheiro circulando em BETS (R$ 300+ bilhões) do que: bolsa família, educação pública, o ecommerce inteiro do país... o valor chega a ser quase METADE do que o Brasil inteiro investe em Construção Civil.<br>• Recorde de empresas falindo, entrando em Recuperação Judicial: quase 7.000 no ano.<br>Um desastre completo.</span></span>, tivermos EXCESSO de profissinonais em cada atuação?</p>
<p>À medida que mais pessoas foram ganhando acesso às universidades, e estas, por sua vez, foram abrindo cada vez mais seu leque de cursos, um número crescente de pessoas optou cada vez mais por formações em profissões que estão distante dos &quot;trabalhos braçais&quot;. O resultado é uma escassez de oferta de profissionais técnicos, como eletricista, encanador (olha ele aí de novo!), mecânicos, etc e um excedente monstruoso de outros tipos de profissionais, como veremos mais adiante.</p>
<p>A valorização deste tipo de prestador de serviço &quot;braçal&quot;, começou muito antes da IA chegar e, a menos que haja um aumento de oferta de profissionais nesse sentido, a tendência é continuar valorizando. Aliás, algumas dessas profissões tendem a surfar, além da escassez de oferta, um boom de demanda, que pode fazê-las dar um salto extra de valorização no meio do caminho. É o caso dos eletricistas, por exemplo. O maior novo mercado que existe é o mercado de IA e, atualmente, a base da infraestrutura desse mercado é feita de datacenters gigantescos, obras faraônicas multi-bilionárias, que vão precisar muito de... eletricistas e prestadores de serviços &quot;braçais&quot; de natureza similar. É o aumento dessa DEMANDA que gera a valorização, e não a capacidade de &quot;automação&quot; da IA em si. Porém, este não é um fenômeno que se dá em todas as geografias, muito menos na mesma intensidade (o Brasil mesmo ainda não está participando dessa festa da infraestrutura de IA).</p>
<p>Mas há o outro lado da moeda. Existe uma quantidade enorme de profissões que estão desvalorizando... por excesso de gente formada em uma economia onde a demanda não acompanhou.</p>
<p>Na verdade, de modo geral, o &quot;prêmio&quot; de remuneração para quem tem diploma caiu no mundo todo. Eu decidi pesquisar um pouco mais a fundo estes números e encontrei algumas coisas curiosas.</p>
<ul class="jr-list"><li><i class="jr-sq"></i><p>Nos EUA o prêmio de quem tinha diploma para quem não tem saiu de 79% → ~75%</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>No Brasil, nos últimos 12 anos, caiu de 152% → 126%</p></li></ul>
<p>Pois é, a queda é grande, mas é inegável que o diploma ainda vale muito no Brasil. Entretanto, vale destacar que esta queda não é igual para todo mundo.</p>
<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/7885349e785fdf73d21b.webp" alt="Pesquisa da FGV (variação entre 2012 e 2013)"><figcaption class="jr-figcap">Pesquisa da FGV (variação entre 2012 e 2013)</figcaption></figure>
<p>Como se pode ver, algumas profissões estão sofrendo muito mais que outras e isso não tem nada a ver com IA ainda. É puro excesso de gente para a demanda que existe no momento.</p>
<p>A Advocacia é um caso interessante. O rendimento dos advogados em exercício ficou flat nesse período, mas o problema é que existe uma massa gigantesca de gente formada em advocacia que não exerce profissão e com isso têm a renda, obviamente, muito abaixo do padrão da profissão. Só para se ter uma ideia, o caso da advocacia no Brasil é tão bizarro, que nosso país tem mais cursos de direitos do que todo o resto do mundo somado. Só entre 2020 e 2024 foram mais de 560.000 formados.</p>
<p>Chama atenção também a Medicina, perdendo 37% do rendimento para os profissionais sem especialização e 13% para os especialistas. Detalhe: as vagas em faculdades de medicina mais que dobraram desde 2013.</p>
<p>Mas o caso mais assustador de &quot;inundação&quot; de profissionais está em Pedagogia. Este é o maior curso do Brasil. Só em 2024 foram 888.000 matrículas... num país onde temos cada vez menos filhos e crianças em idade escolar. Agora, pense também, que muita gente ainda está fazendo dívida (majoritariamente financiada pelo estado), para se formar em uma profissão com um excedente descomunal de profissionais disponíveis no país. Pois é.</p>
<h2>Mas, afinal, os &quot;trabalhos braçais&quot; estão se valorizando, ou não?</h2>
<p>Sim, <em>eles estão se valorizando</em>. Mas o ponto aqui é: será que a valorização deles é suficiente para torná-los interessantes para alguém planejar uma mudança de carreira para um deles?</p>
<p>Isso é o que eu encontrei sobre alguns destes trabalhos.</p>
<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/f256fd0a333eb043f916.webp" alt=""></figure>
<p>É claro que um autônomo eletricista pode ganhar bem mais que os R$ 2.500 (ou até os R$ 4.000) da tabela, mas é importante fazer bastante conta antes de considerar por uma mudança de carreira desse tipo, a depender é claro, de onde você está hoje.</p>
<p>Sobretudo no Brasil, estes trabalhos ainda são muito pouco valorizados (nos EUA/Europa isso muda substancialmente, mas ainda assim, não é óbvio). Ainda que eles tivessem uma valorização grande, existe um gap importante para outras profissões que tem se sentido mais ameaçadas pela IA. Estas outras profissões teriam que cair muito e estes serviços precisariam valorizar muito para o gap fechar.</p>
<h2>O que manda é a Lei da Oferta e da Demanda: mesmo amanhã</h2>
<p>É muito comum ver quem prega que as pessoas deveriam começar a migrar para trabalhos braçais, dizer isso em função da premissa que a IA irá tomar conta de todo o trabalho de escritório. Porém, se isto acontecer, e de fato a IA tomar todo o trabalho de escritório, uma grande parte dessas pessoas que trabalhavam no escritório antes serão &quot;empurradas&quot; para estes ofícios / trabalhos braçais. Isso implica em um aumento de OFERTA desse tipo de serviço, e portanto, cria uma força <strong>contrária</strong> à valorização.</p>
<p>Então, talvez, se você está pensando que a IA é uma boa justificativa para mudar de carreira para os &quot;serviços braçais&quot;, pense bem. Existe uma chance do efeito dela se anular devido ao aumento de oferta, sem o devido aumento de demanda.</p>
<h2>OK, então como pensar sobre carreira no momento atual?</h2>
<p>O momento atual é de muita especulação, o que normalmente gera decisões baseadas em medo, e não necessariamente baseadas em alinhamento de objetivos, vocação, inclinação natural, etc, que são coisas capazes de compor para gerar vantagem a alguém construindo uma carreira.</p>
<p>Eu só posso dizer o que eu faria: não tomaria a decisão de mudar de carreira baseado em especulação sobre o que a IA pode, ou não pode fazer com minha profissão atual. Eu precisaria ter muito mais convicção para isso.</p>
<p>Eu pensaria antes em entender as implicações da tecnologia na minha profissão atual e ver qual a melhor forma de usá-la. A maioria das pessoas vai levar TEMPO DEMAIS para &quot;pegar&quot; o que está acontecendo. Essa me parece ser a grande oportunidade. Volto a dar o exemplo dos devs. Um dev que hoje é fluente em IA, vale muito mais do que um dev comum com o mesmo nível de experiência. Enquanto muitos vão resistir e segurar a mudança por receio, aqueles que a fizerem primeiro são os que terão mais espaço no mercado pela simples lógica que eles conseguem causar muito mais impacto no negócio.</p>
<p>E as premissas que eu citei aqui mais cedo seguem muito válidas para praticamente todas as profissões:</p>
<p><em>Quanto mais necessidade de accountability e de julgamento, menos risco de automação existe naquela função.</em></p>
<p>Por fim, para se diferenciar como profissional aqui vão alguns itens que eu considero que terão maior peso...</p>
<ul class="jr-list"><li><i class="jr-sq"></i><p>Gosto (que tem 100% a ver com julgamento)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Domínio do problema (oriundo de experiência/vivência em determinada área)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Comunicação / articulação (e mais o conjunto base de soft skills)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Credibilidade (a moeda mais valiosa de todas em 2026+)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Comunidade (audiência, acesso à distribuição da sua mensagem)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Capacidade de aprendizado (e adaptação)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Criatividade (resolve problemas que surgem em formas e cenários diferentes)</p></li></ul>
<p>O momento agora é de muita mudança, muita especulação, e muita oportunidade, portanto... muita calma, trabalho e estudo nessa hora.</p>
<p>O que você acha disso tudo? Tem pensando sobre o tema? Adoraria saber nos comentários como você tem pensado sua carreira neste cenário.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Como eu (re)começaria do ZERO...</title><link>https://joaopedroresende.com/a/como-eu-re-comecaria-do-zero</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/como-eu-re-comecaria-do-zero</guid><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:57:36 GMT</pubDate><description>... depois de: quebrar uma empresa, trabalhar de CLT e criar um Unicórnio de mais de $1 bilhão de dólares.</description><content:encoded><![CDATA[<p>... depois de: quebrar uma empresa, trabalhar de CLT e criar um Unicórnio de mais de $1 bilhão de dólares.</p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Assim como a profissão de programador como você enxerga profissões criativas como Design, Edição de Vídeo e Copywriting?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/assim-como-a-profissao-de-programador-como-voce-enxerga-profissoes-cri-mtaqn6hu</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/assim-como-a-profissao-de-programador-como-voce-enxerga-profissoes-cri-mtaqn6hu</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 00:55:35 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p></p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>O Fim dos Programadores (e o que muda a partir daqui)</title><link>https://joaopedroresende.com/a/o-fim-dos-programadores</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/o-fim-dos-programadores</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:33:58 GMT</pubDate><description>Os frontier labs e até mesmo os fabricantes de chips decretaram o Fim dos Programadores. Mas aí, isso aqui aconteceu...</description><content:encoded><![CDATA[<p>Antes de ser fundador e CEO, eu sou um Cientista de Computação e tenho um amor enorme pela profissão. Não só devo muito à ela, mas foi o espaço de trabalho onde pude conhecer algumas das pessoas mais inteligentes que passaram e/ou ainda fazem parte da minha vida e dos meus projetos.</p>
<p>Quando os CEOs dos laboratórios de fronteira praticamente decretaram o fim da profissão alguns anos atrás, eu precisei parar para pensar a respeito e chegar às minhas próprias conclusões. Normal, eu sou mineiro, naturalmente desconfiado, e claro, nutro grande afeto pela minha profissão e eu precisava ter certeza de o quanto disso era marketing e o quanto de verdade havia nesse discurso.</p>
<p>O resultado é que ainda em 2023 eu acabei me tornando um dos poucos tecnologistas defendendo que a profissão, ainda que mudasse, seria uma área com demanda por muitos e muitos anos, enquanto muitos dos meus colegas abraçaram o discurso de que ninguém mais precisaria de engenheiros de software.</p>
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<h2>Mas o que de fato aconteceu, então?</h2>
<p>Aconteceu que a IA generativa se tornou uma ferramenta <strong>extraordinária</strong> de geração de código, muito melhor que as anteriores. Sim, sempre existiu um mundo de ferramentas de geração de código, mesmo na era pré-IA.</p>
<p>Quem é o programador GenX ou Millenial mais antigo que nunca usou um softwarezinho da Borland pra gerar código? Programou com drag and drop de componentes? Não precisa ir muito longe, qualquer IDE de programação possuía geradores de código para inúmeras partes da construção, há muitos anos. A diferença é que os LLMs levaram a geração de código para patamares muito longe do que tínhamos à disposição até aqui.</p>
<p>Quando as pessoas começaram a ver código rodando sendo criado por leigos, o discurso do fim dos engenheiros de software foi anabolizado. Eu vi o nível de tensão subir entre os devs mais próximos. A quantidade de caixinhas de perguntas que colegas programadores me enviavam sobre o tema, explodiu. Toda vez que abria uma caixinha, as perguntas estavam lá.</p>
<p>E enquanto os devs receavam pelo fim de suas carreiras, OpenAI e Anthropic mantinham centenas de vagas abertas para contratar mais... devs.</p>
<p>A minha conclusão óbvia, que sustentou a minha defesa da engenharia de software como profissão nos últimos anos foi a seguinte: se agora alguém que consegue pensar e entender software (Engenheiro de Software) consegue produzir um impacto MUITO maior com MUITO menos esforço, então haverá mais software no mundo. Se somado a isso, até mesmo leigos conseguirão colocar software no ar, então haverá AINDA MAIS software do que podemos imaginar. E quanto mais software existir, mais oportunidade existirá para quem entende de software.</p>
<p>Por mais que a forma de produzir software mude, entender de software em um mundo ENTUPIDO de software, continua me parecendo um vantagem. Um potencial verdadeiro de gerar bastante valor.</p>
<p>E parece que as coisas estão se desdobrando mesmo por esse caminho.</p>
<h2>O &quot;boom&quot; das vagas de Engenharia de Software</h2>
<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/f0a00a1ea936d9cb63c8.webp" alt="Gráfico mostra a quantidade de vagas de desenvolvimento de software crescendo. Os frontier labs seguem contratando devs."><figcaption class="jr-figcap">Gráfico mostra a quantidade de vagas de desenvolvimento de software crescendo. Os frontier labs seguem contratando devs.</figcaption></figure>
<p>As vagas de emprego em desenvolvimento de software explodiram. Mesmo as empresas que estão construindo as melhores IA's geradoras de codigo, seguem contratando engenheiros de software.</p>
<p>Mas talvez você esteja se perguntando, por que então tantas empresas que reduziram seus quadros nos últimos anos, incluíram nesse enxugamento também os engenheiros? Bom, existem inúmeros motivos para uma empresa reduzir seu quadro: foco, estímulos do mercado, necessidade de capital e, também, aumentar a eficiência. Se a produtividade aumenta demais, o ritmo de criação de novos projetos/demandas dentro da empresa precisa acompanhar isso, caso contrário esse fenômeno irá criar ineficiência. No entanto, o fato de não haver tanta demanda extra dentro de uma empresa para acomodar tamanho ganho de produtividade, não significa que esta demanda não exista em outras empresas... inclusive de forma reprimida.</p>
<p>É por isso que logo no início deste boom eu passei a acreditar também em um boom de empreendedorismo. O boom de uma quantidade absurda de novas empresas sendo criadas. Eu realmente acredito que existe uma demanda reprimida de software <strong>gigantesca</strong>.</p>
<p>Há uma quantidade enorme de coisas que poderiam ser feitas ou melhoradas com software que antes não faziam sentido, simplesmente porque era caro e lento construir software. Agora que é &quot;barato e rápido&quot;, todo esse tsunami de demanda reprimida vai precisar de oferta de profissionais para ser atendido.</p>
<p>Antes, criar um software para atender uma necessidade interna ou externa (de cliente) levava tanto tempo, e tanto dinheiro, que isso inviabilizava uma enorme quantidade de pequenas e médias empresas de construírem estes softwares. Isso mudou.</p>
<p>O impacto desta mudança se dá na forma de <strong>desconcentração de engenheiros das grandes empresas e a distribuição de engenheiros por uma quantidade muito maior de empresas</strong>, de portes e ambições muito diferentes.</p>
<p>Em outras palavras: agora que o impacto de um dev é muito maior, muito mais empresas conseguirão justificar a contratação de um. Mesmo se o produto final da empresa não for software em si.</p>
<h2>A primeira &quot;nova&quot; profissão em Engenharia de Software</h2>
<p>Nem sei se daria pra usar o termo &quot;nova&quot; profissão aqui, pois a Palantir começou a aplicar esse modelo ainda nos anos 2000. Porém, definitivamente será uma função crescente e uma opção de carreira cada vez mais comum para o engenheiro de software. Estou me referindo ao FDE: forward deployed engineer.</p>
<p>O FDE basicamente é um mix de consultor e dev, capaz de atuar dentro do cliente implementando soluções específicas para ele. À medida que os softwares passam a ser muito mais customizáveis e as empresas de prestação de serviço passam a fazê-lo com muito mais uso de software, a demanda por FDE's tende a escalar rapidamente e puxar o número de vagas ainda mais para cima.</p>
<h2>O que são as implicações para um &quot;dev tradicional&quot;</h2>
<p>Eu acredito que os diferenciais principais aqui estarão na capacidade de julgamento dos devs (quando usar qual ferramenta/modelo, quando é o momento de limpar o código, como gerenciar o &quot;dark code&quot; sendo produzido por AI, o quanto de risco você quer colocar em possível trade off de velocidade/qualidade/requisito do cliente, etc), na experiência dentro da área de atuação da empresa (ex: payments, banking, cyber, travel, media,... em cada segmento o dev acumula conhecimento de valor específico daquela área) e nas soft skills, que é uma frente que muitos devs ignoram. Sobretudo no modelo de FDE, onde os devs estão mais diretamente ligados à stakeholders importantes do lado do cliente, as soft skills ganham um peso maior.</p>
<p>De toda forma, sigo acreditando que estamos diante de uma enorme mudança no modo de trabalho dos profissionais de engenharia de software, mas muito distante do fim dessa carreira. A demanda por software que está surgindo (seja software comercial, seja software para uso próprio) é algo incomparável ao que vimos até aqui.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Afinal, o que está acontecendo com o PREÇO dos infoprodutos?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/o-que-esta-acontecendo-com-os-precos-dos-infoprodutos</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/o-que-esta-acontecendo-com-os-precos-dos-infoprodutos</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 11:07:19 GMT</pubDate><description>O modelo de precificação que está definindo quem cresce e quem perde no mercado.</description><content:encoded><![CDATA[<p>O modelo de precificação que está definindo quem cresce e quem perde no mercado.</p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Tudo que puder ser software, será. </title><link>https://joaopedroresende.com/a/tudo-que-puder-ser-software-sera</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/tudo-que-puder-ser-software-sera</guid><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 11:25:44 GMT</pubDate><description>E isso implica em um impacto brutal no mercado de Infoprodutos. Vamos conversar à respeito.</description><content:encoded><![CDATA[<p>E isso implica em um impacto brutal no mercado de Infoprodutos. Vamos conversar à respeito.</p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Comparativo: Publicação Independente vs. Tradicional</title><link>https://joaopedroresende.com/a/comparativo-publicacao-independente-vs-tradicional</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/comparativo-publicacao-independente-vs-tradicional</guid><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 17:47:58 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Ter um filho. Plantar uma árvore. Escrever um livro.</p>
<p>Pois é, escrever um livro está no conjunto de metas de vida &quot;padrão&quot; da maioria das pessoas, mas tirar esse projeto do papel — ou melhor, colocar esse projeto no papel — implica escolher entre diferentes caminhos.</p>
<p>A primeira opção, é claro, seria simplesmente não publicar nada. Penso ser muito legítimo escrever para si mesmo e deixar o livro na gaveta. O livro acaba se tornando não um produto público, mas um instrumento de evolução do seu pensamento e da sua capacidade de articular ideias.</p>
<p>Mas, se você pretende deixar que o mundo conheça a sua obra, uma hora você terá que escolher como publicar seu livro. Felizmente, onde antes existia somente uma opção — diga-se de passagem uma opção extremamente fechada —, hoje, existe mais um caminho: a publicação independente.</p>
<p>Foi assim que eu publiquei <a href="https://entreruinasereinos.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Entre Ruínas e Reinos</a>, minha obra de fantasia épica, e dentre todos os aspectos, os que eu mais considerei na hora de optar por este modelo foram estes sete aí. Explico em seguida.</p>
<div class="jr-tabw jr-tf-faixa">
    <div class="jr-tab-tit">Comparação entre Publicação tradicional vs. Publicação independente</div>
    <div class="jr-tab-scroll"><table class="jr-tab jr-tl-grade"><thead><tr><th scope="col"></th><th style="background:#7A4B2714;color:#7A4B27;font-weight:600" scope="col">Pub. tradicional</th><th style="background:#A8790014;color:#A87900;font-weight:600" scope="col">Pub. Independente</th></tr></thead><tbody><tr><td>Logística automatizada (fabricação/entrega)</td><td>✅</td><td>✅</td></tr><tr><td>Serviços literários (edição, revisão, diagramação,...)</td><td>✅</td><td>❌</td></tr><tr><td>Direitos sobre a obra</td><td>❌</td><td>✅</td></tr><tr><td>Controle editorial</td><td>❌</td><td>✅</td></tr><tr><td>Velocidade de publicação</td><td>❌</td><td>✅</td></tr><tr><td>Prazo de recebimento típico</td><td>⚠️ duas vezes por ano</td><td>✅ todo mês</td></tr><tr><td>Distribuição (marketing)</td><td>⚠️ talvez</td><td>❌</td></tr></tbody></table></div>
    
  </div>
<h2>Logística automatizada</h2>
<p>Ambos conseguem entregar uma boa operação, automática, transparente. Fabricação do livro, envio para o comprador, sistema de devolução em caso de defeitos, controle de estoque. Tudo isso tem solução na publicação independente (ex: o combo da Hotmart + UiClap, o mesmo que eu uso no meu livro), e claro, no modelo tradicional isso fica 100% na mão da editora. Check, check.</p>
<h2>Serviços literários</h2>
<p>Edição, revisão, diagramação, copidesque, leitura crítica... A editora cuidaria de tudo isso. Se você é um autor independente, é você quem cuida. A boa notícia é que hoje existe um mercado inteiro de profissionais capacitados para prestar cada um desses serviços literários, a má notícia é quem paga é você. No relatório do mercado editorial que eu publiquei aqui, você pode ver uma média do preço de cada um desses serviços. Portanto, sim, você consegue resolver sendo independente, porém, há um custo que é inteiramente seu.</p>
<h2>Direitos sobre a obra</h2>
<p>Uma vez que você assina com uma editora, os direitos são dela. Normalmente, isso impica que a editora pode licenciar sua obra e comercializá-la em diferentes formatos e adaptações, o que pode ser incrível para o autor, caso de fato ela esteja correndo atrás de fazer isso pelo seu livro. Ela também pode vender sua obra onde desejar e, inclusive, parar de vender sua obra, ou nunca mais imprimir seu livro, caso ela entenda que isso é mais vantajoso para ela. Do mesmo modo, isso significa que se você quiser fazer algo diferente com a sua obra, isso só acontecerá se eles quiserem também.</p>
<h2>Controle editorial</h2>
<p>A sua criatividade e estilo podem não agradar 100% os interesses da editora que se propôs a te publicar. Nesse caso, você precisará estar disposto a conformar a sua obra para se encaixar melhor com os objetivos da editora, ou pode ser que o contrato não vá para frente. Alterações nos personagens e roteiro pode acontecer para tornar a obra mais comercial e atingir um público alvo maior (o que não é necessariamente ruim, a depender dos objetivos do autor), ou preencher algumas das políticas que a editora definiu para si mesma. Novas edições do livro, onde você deseja modificar algo, também precisariam de aprovação explícita.</p>
<p>Na publicação independente, está tudo na sua mão. É a sua história 100%, e ela vai para onde você quiser. Esta, inclusive, era um parte extremamente importante para mim.</p>
<h2>Velocidade de publicação</h2>
<p>Quando eu terminei meu livro e fui conversar com autores experientes do mercado me disseram que a partir dali seria no mínimo mais 2 anos até eu conseguir publicar via uma editora. Eu já estava há mais de 10 anos com esse livro em aberto, eu queria terminar. Depois que terminei o terceiro manuscrito, foram alguns meses até o &quot;produto livro&quot; ficar pronto (capa, diagramação, etc) e ele estava no mundo. Isso para mim também era um quesito bem importante.</p>
<h2>Prazo de recebimento</h2>
<p>Uma editora típica vai pagar o autor duas vezes por ano. No modelo independente, o pagamento é feito todo mês. Dependendo da plataforma, se usar a Hotmart para vender por exemplo, o valor das vendas pode ser recebido tão rápido quanto 2 dias. Entre 2 dias e 180 dias a diferença é brutal demais para ser ignorada. Isso significa ter fluxo de caixa para investir na divulgação do seu livro ou do seu perfil como autor, e se a editora não for fazer isso pra você com bastante intensidade, eu considero que é melhor fazer eu mesmo e ter o dinheiro na mão para fazê-lo.</p>
<h2>Distribuição (marketing)</h2>
<p>Aqui entra o ponto mais sensível de todos. Antigamente o único jeito de colocar um livro no mundo era via uma Editora. Não era possível que um indivíduo pudesse fazer seu livro chegar às pessoas sem passar pelo canal de mídia e distribuição de alguém. As redes sociais mudaram isso.</p>
<p>A consequência disso é que, agora, nós, autores independentes, podemos fazer nosso próprio marketing, porém, mais que isso, fazer o nosso próprio marketing é desejável e traz um tipo benefício que é difícil de abrir mão. Ter uma audiência própria e poder falar com ela quando quiser, é um superpoder para um autor. Não à toa, o mercado editorial vem passando por uma transformação importante, onde os <em>bestsellers</em> nascem nas redes sociais e os livros passam a ser um produto que representa determinado fandom (comunidade).</p>
<p>Dito isso, prover distribuição e marketing passa a ser algo crítico na proposta de valor de uma Editora. Se o autor se vincular a uma editora que não consiga entregar isso, basicamente ele está deixando seu livro à deriva, e sem ter o capital mínimo para que ele mesmo pilote o próprio marketing, afinal ele sobrará apenas com 10% do preço de capa por livro.</p>
<p>Na publicação independente, a margem do autor por livro é chega a 40%, 50% até 60%+ do preço de capa em alguns casos. Isso cria unidades econômicas que de fato permitem o autor a sair do lugar investindo no crescimento da própria comunidade e na venda direta do livro através de anúncios em redes sociais.</p>
<h1 class="jr-cap">E então, qual escolher?</h1>
<p>Acredito que todos concordamos que não temos aqui um certo e um errado. Entretanto, no meu ponto de vista, o quesito mais sensível acaba sendo o marketing. Todos os demais são contornáveis e tem prós e contras mais equilibrados.</p>
<p>No final, se a Editora for fazer a distribuição e o marketing de forma séria pra você, penso que vale a pena considerar a publicação tradicional porque os demais benefícios são muito bons. Se eles não forem investir de verdade no seu marketing e distribuição, vale mais considerar uma publicação independente.</p>
<p>E se você pensa em publicar um livro, me diga me conte mais dele nos comentários. Adoraria saber no que você está trabalhando por aí.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>As principais Armadilhas da Publicação Independente (e como não cair nelas)</title><link>https://joaopedroresende.com/a/armadilhas-da-publicacao-independente</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/armadilhas-da-publicacao-independente</guid><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 16:43:47 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Ainda no contexto do aniversário de 1 ano de <a href="https://entreruinasereinos.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&quot;Entre Ruínas e Reinos&quot;</a> me pareceu que seria bom momento para fazer um vídeo sobre <strong>publicação independente</strong> no meu canal de Youtube.</p>
<p>Sim, para você que não sabe, ER&amp;R é um livro independente. Hoje, a editora que está por trás é apenas um CNPJ criado por mim para viabilizar a comercialização do livro (apesar eu ter a sensação que a Artifactory será algo além disso no futuro).</p>
<p>Nos agradecimentos do livro, deixei o nome de todos os amigos e profissionais que me ajudaram no processo de publicação, desde a leitura beta, até a revisão, diagramação, design, ilustrações, etc. No final, penso que saiu um ótimo livro, mesmo eu sendo marinheiro de primeira viagem no assunto.</p>
<p>Não foi perfeito (passaram erros de revisão, diagramação, etc), mas ainda assim ficou incrível e nada que ficou para trás é algo impossível de resolver. Os errinhos eu corrijo nas edições seguintes, as coisas que os leitores sentiram falta (do ponto de vista de estrutura) eu acabei endereço de outras formas. Por exemplo, um dos feedbacks que eu recebia é que, como o mundo é vasto, eles gostariam de ter acesso aos mapas em tamanho maior (especialmente para os leitores do Kindle isso era importante) e também a um Glossário. Disponibilizei as duas coisas dentro da comunidade online oficial do livro.</p>
<p>Enfim, <strong>um livro lançado bem nos moldes startup:</strong> &quot;MVP&quot; na primeira edição e melhorias/evoluções nas edições posteriores. Como eu tenho controle total dos direitos, posso mexer à vontade, quando eu quiser, como quiser. E essa é uma das vantagens da publição independente.</p>
<p>Mas, se você está pensando em publicar seu primeiro livro, saiba que existem algumas armadilhas que podem fazer você perder dinheiro, tempo, e eventualmente até perder os direitos da sua obra a troco de nada. Nesse vídeo eu falo um pouco sobre ER&amp;R, um pouco sobre o que eu vi do Mercado Editorial até aqui e um mais um pouco sobre esses cuidados para autores de primeira viagem.</p>
<p>Espero que lhes seja útil.</p>
<div class="jr-video"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/JjRyiRGEtSc" title="Vídeo" class="ch12" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>]]></content:encoded></item>
<item><title>Você agora também pode usar o Journal.</title><link>https://joaopedroresende.com/a/voce-agora-pode-usar-o-journal</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/voce-agora-pode-usar-o-journal</guid><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 19:21:09 GMT</pubDate><description>Uma ferramenta de Blog + Newsletter, customizável, monetizável e... de graça.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Meu blog original nasceu em 2008: <em>joaopedroresende.com</em></p>
<p>Ele já teve algumas caras diferentes e até domínios diferentes, porém já faz alguns anos que ele sossegou no <em>joaopedroresende.com</em> rodando um Wordpress como plataforma de blogging.</p>
<p>Acontece que, em dado momento, <strong>as redes sociais tomaram para si tudo que costumava se fazer em Blogs</strong>. Os textões viraram vídeos long form no Youtube, ou até no LinkedIn. Os textos mais curtos tomaram conta do Instagram (feed) e dos Stories, através das Caixinhas de Perguntas que, a propósito, se tornaram a minha forma principal de produção de conteúdo pessoal.</p>
<p>Mas, o mundo dá voltas.</p>
<p>Há cerca de 2 anos as pessoas começaram a entender os buracos das redes sociais para quem tem na produção de conteúdo algo além do entretenimento. Se produção de conteúdo faz parte da estratégia da sua carreira ou da sua empresa, confiar todo o seu esforço de produção de conteúdo em uma plataforma que muda as regras todos os dias e <strong>não te permite distribuir tudo que você produz para quem decidiu explicitamente se tornar sua audiência</strong>, torna-se cada vez mais arriscado.</p>
<p>Não à toa, <strong>plataformas de Newsletter</strong> começaram a ganhar bastante força nos últimos 24 meses. Porém, elas são exatamente isso: plataformas de Newsletter. Newsletters com links públicos para o conteúdo disparado por email. E tudo bem. Mas, quando eu decidi migrar meu Blog pessoal para outra plataforma, não era isso que eu estava procurando. Eu estava procurando uma plataforma de blogging com algumas capacidades nativas de Newsletter, e não uma Newsletter com links públicos. E talvez eu quisesse algumas coisinhas a mais... Enfim, não encontrei.</p>
<p>Então, acabei criando uma pra mim.</p>
<p>E depois de ver como tinha ficado, decidi deixar ela aberta para quem mais possa se interessar. Não se preocupe, <strong>é grátis.</strong></p>
<h2>O que eu queria resolver:</h2>
<ol class="jr-olist"><li><p>Que o meu blog servisse como meu <strong>site pessoal também</strong>.</p></li><li><p>Que tivesse uma newsletter embutida para distribuição dos conteúdos.</p></li><li><p>Que também fosse o meu &quot;link na bio&quot;.</p></li><li><p>Que houvesse níveis de conteúdo com diferentes acessos: só para inscritos na newsletter, ou só para assinantes pagos (integrado à Hotmart).</p></li><li><p>Que permitisse muito mais customização do que um Substack da vida, mas sem a complicação (e a lentidão) do Wordpress.</p></li><li><p>Que fosse fácil de eu produzir conteúdo nos meus formatos preferidos, entre eles: Caixinha de Perguntas, Relatórios sofisticados com muitos dados (hoje faço isso através do Youtube), Carrosséis, etc. Além de, é claro, dos formatos mais comuns, como Artigos e Notas rápidas.</p></li><li><p>Que o editor de texto fosse excelente e com boa opção de componentes visuais.</p></li><li><p>Que estivesse otimizado para SEO e LLMs.</p></li><li><p>Que permitisse acompanhar as principais métricas facilmente.</p></li></ol>
<p>Você vai encontrar algumas coisas além disso também. Coisas mais &quot;nichadas&quot;, como por exemplo, a funcionalidade de &quot;Apresentar&quot; que abre uma espécie de lousa sobre o post do autor, para que ele possa gravar a tela explicando e desenhando sobre ela. Se você já viu como eu faço <a href="https://www.youtube.com/@jpresende_oficial" target="_blank" rel="noopener noreferrer">meus vídeos no Youtube</a>, talvez você entenda de onde veio isso.</p>
<p>Foi assim que nasceu o Journal.</p>
<h2>Mas como funciona a Newsletter do Journal?</h2>
<p>Trata-se de uma newsletter <strong>automática</strong>, semanal, que pega TODO o conteúdo que você publicou no Journal desde o último disparo e monta uma newsletter com os links para cada artigo. Você não precisa configurar nada.</p>
<p>A cada edição dessa Newsletter, <strong>você pode (se quiser) escrever texto ANTES ou DEPOIS do bloco de links com seus conteúdos</strong>, dando assim espaço para você falar o que quiser, além de entregar tudo que você publicou nos dias anteriores.</p>
<p>O Journal ainda está em Beta, portanto existe uma limitação de 10.000 disparos por semana (este limite pode mudar futuramente baseado nos aprendizados da fase Beta). Então, se você tiver mais de 10.000 inscritos em sua Newsletter, o Journal escolherá 10.000 para receber a News. No futuro, havendo interesse o suficiente, é provável que haja planos pagos para custear a remoção ou aumento deste limite.</p>
<h2>Como funciona a Monetização no Journal?</h2>
<p>Totalmente integrada com a Hotmart.</p>
<p>Você cria na Hotmart o produto que representa a assinatura do seu Journal e na aba de &quot;Monetização&quot; você copiará os parâmetros para integrar o seu Journal. Assim, cada venda feita daquele produto, libera acesso aqui no Journal aos conteúdos associados à aquela assinatura. Com isso você aproveita todas as vantagens e capacidade da Hotmart para vender no mundo todo.</p>
<p><strong>Para você que já cliente da Hotmart</strong>, tudo fica no seu fluxo normal de negócio: relatórios, saques, trocas de preço, customização do checkout, etc. Você nem precisa necessariamente criar um produto novo, se quiser simplesmente liberar acesso de assinante no seu Journal para clientes que comprarem um produto que já existe.</p>
<h2>Por que você está fazendo isso de graça, JP?</h2>
<p>Bem, eu já ia fazer pra mim mesmo e me pareceu que talvez mais pessoas tivessem um sentimento similar ao meu quanto às plataformas de blogging/newsletter atuais. Sobre ser de graça, de fato é, mas aqueles que forem monetizar os seus Journals usarão a Hotmart, então eu acabo contribuindo para a minha própria empresa com algo que eu queria construir para fins pessoais.</p>
<h2>Já posso começar hoje então?</h2>
<p>Pode. Fique à vontade. Lembre-se apenas que o Journal está em Beta e podem haver bugs. No mais, seja muito bem-vindo(a) e aproveite o <a href="https://journal.artifactory.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Journal</a>.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Aniversário de 1 ano de &quot;Entre Ruínas e Reinos&quot;</title><link>https://joaopedroresende.com/a/aniversario-de-1-ano-de-entre-ruinas-e-reinos</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/aniversario-de-1-ano-de-entre-ruinas-e-reinos</guid><pubDate>Sun, 09 Aug 2026 01:10:31 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p><strong>Parece que foi ontem.</strong></p>
<p>Em 27 de julho de 2025 eu estava no <em>Esopo: A Taberna dos Tempos</em>, para o lançamento de <a href="https://entreruinasereinos.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Entre Ruínas e Reinos: A Torre Quebrada</a>, o primeiro volume da minha saga de Fantasia Épica. Sem dúvida dos dias mais divertidos da minha vida, rodeado de amigos e familiares.</p>
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<p>Eu sei que é estranho. Não é todo dia em que se tem um CEO de empresa de tecnologia publicando uma fantasia. Normalmente, o esperado é que gente como eu escreva um livro sobre business. Sobre gestão. Sobre dinheiro, investimentos. E é claro que eu adoraria fazer isto também. Não só adoraria, como pretendo fazê-lo... um dia. Mas esse dia não é hoje.</p>
<p>Hoje é dia de celebrar 1 ano de ER&amp;R.</p>
<h1 class="jr-cap">Assim como quase tudo o mais que eu fiz na vida e que deu certo, eu comecei fazendo porque gostava.</h1>
<p>A verdade é que eu iria escrever esse livro tão somente pelo prazer de me divertir escrevendo. Esse livro não era para ter sido publicado. Mas o empurrãozinho veio da minha esposa, e logo eu comecei a sentir que não publicá-lo seria como deixar um trabalho incompleto. E eu detesto isso. Se tem algo que eu considero uma das habilidades da qual eu tenho mais orgulho é essa capacidade de conseguir terminar as coisas. Ir do início, até o fim.</p>
<p>Pois terminei. Abri um CNPJ de editora, a Artifactory, e publiquei o livro de forma independente, com suporte de vários amigos extremamente talentosos. Na parte de design e diagramação, Lucas Rosa. Na parte de leitura beta, meus amigos Abramo, Paulo Vasconcelos, Rodrigo Simonsen. Na parte de tráfego para levar o livro ao mundo, o Matheus Carmo. Para além desses, vários outros fornecedores ajudaram em maior ou menor medida, sendo que destaco a Claudia Lemes que foi minha mentora durante o processo todo e o Beto Menezes, artista que fez várias das artes do livro.</p>
<p>Eu já estava feliz demais com a conclusão de mais um projeto, quando começaram a aparecer os primeiros leitores. Sinceramente, eu não fazia ideia do que esperar da reação deles, afinal de contas esse livro é quase um alienígena no mercado editorial brasileiro.</p>
<p>Veja, aparentemente, sem querer, acabei reunindo em um livro único, TUDO que esse mercado parece não querer hoje:</p>
<ul class="jr-list"><li><i class="jr-sq"></i><p>Calhamaço: são 600 páginas (a recomendação é nunca começar com um livro grande; no máximo 300-400 para ficção)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Saga: exaustivamente desrecomendado fazer uma saga como primeira obra (sem contar que nenhuma editora quer Saga de um autor de primeira viagem)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Protagonista homem (hoje 70% dos leitores de ficção são mulheres, de modo que protagonistas femininas tem muito mais aderência ao publico que de fato lê)</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Preço $: em vez de colocar no Kindle Unlimited de graça, o livro custa R$ 89 na Amazon, sendo R$ 59 a versão Kindle. No site oficial, pela Hotmart, você compra por R$ 79 e recebe acesso à Comunidade de bônus. Essa decisão permitiu que as campanhas de divulgação do livro tivessem mais verba para escalar e fazer o livro alcançar mais gente de maneira sustentável.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Sem &quot;hot&quot;: o nicho de maior sucesso hoje em Fantasia é a &quot;Romantasia&quot; onde grande parte das histórias giram em volta de um romance com altíssima tensão sexual e muitas cenas de sexo explícito. O oposto.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Publicação independente: muita gente ainda tem preconceito com ficção nacional e sobretudo com publicação independente. Vencer essa descrença é um desafio enorme, especialmente para autores de primeira viagem.</p></li></ul>
<h2>Mas então, isso aconteceu...</h2>
<p>Apesar do prognóstico ruim dos especialistas, nesse primeiro ano, o livro vendeu <strong>milhares</strong> de cópias diretamente pelo site oficial do livro (via Hotmart), muito antes de estar na Amazon, que é reconhecidamente o maior motor de busca de livros do mundo.</p>
<p>Atualmente está com <span class="jr-tip" tabindex="0">avaliação 4.8/5 estrelas<span class="jr-tipcard"><img src="/media/bf6d678ac422b2947d59.webp" alt=""></span></span> (originadas 99% dos leitores do Kindle, pois a versão física na Amazon está disponível há menos de 1 mês). O livro conquistou uma relevante base de fãs que já anseiam pela sequência e a história continua na cabeça dos leitores, meses depois deles terem terminado de ler.</p>
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          <p class="jr-tcar-text">Me pegou de surpresa, e surpresa boa, daquelas que te deixam parado por um segundo depois de virar a página. Quando a fantasia nacional acerta em cheio.</p>
          <div class="jr-tcar-quem"><div class="jr-tcar-id"><b>Anderson Sedano</b><span>Leitor do Skoob</span></div></div>
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          <p class="jr-tcar-text">Virei lendo entre os plantões. Fazia muito tempo que não lia algo que não fosse técnico. Simplesmente sensacional. Estou ansioso pela continuação.</p>
          <div class="jr-tcar-quem"><div class="jr-tcar-id"><b>Ivisson Emiliano</b><span>Médico</span></div></div>
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          <p class="jr-tcar-text">Nunca maratonei tanto um livro na vida. Passei umas 15 ou 16 horas do fim de semana totalmente imerso. Simplesmente não conseguia parar. Se já tivesse o segundo livro, eu certamente já teria começado</p>
          <div class="jr-tcar-quem"><div class="jr-tcar-id"><b>Marcelo Távora</b><span>Empreendedor</span></div></div>
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          <p class="jr-tcar-text">Uma mistura de D&amp;D com Tolkien que caiu muito bem. Um livro muito bom, gostoso de ler, com uma história bem bacana. Recomendo.</p>
          <div class="jr-tcar-quem"><div class="jr-tcar-id"><b>Eduardo Nascimento</b><span>Leitor do Skoob</span></div></div>
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          <p class="jr-tcar-text">Ter a chance de encontrar uma fantasia desse nível escrita por um brasileiro é algo que eu nunca achei que encontraria. Todo personagem tem alma e respira. Fazia muitos anos que eu não vibrava tanto lendo uma fantasia. Não vejo a hora de conhecer mais dessa história.</p>
          <div class="jr-tcar-quem"><div class="jr-tcar-id"><b>Leitor de Kindle</b><span>Avaliado com 5 estrelas</span></div></div>
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          <p class="jr-tcar-text">Merece todo o hype… Entre Ruínas e Reinos vai se tornar seu livro preferido de fantasia. J.P. Resende tem todo meu carinho e louvor: um brasileiro que escreveu um livro digno de Oscar.</p>
          <div class="jr-tcar-quem"><div class="jr-tcar-id"><b>Jissele R. Pereira</b><span>Leitor do Skoob</span></div></div>
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          <p class="jr-tcar-text">Também gostei muito! Li em três dias, não conseguia parar!</p>
          <div class="jr-tcar-quem"><div class="jr-tcar-id"><b>@zanellasimone</b><span>via instagram</span></div></div>
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<p>Eu realmente fiquei muito surpreso com a receptividade dos leitores para com ER&amp;R e, hoje, 1 ano depois, posso dizer sem sombra de dúvidas que estou muito feliz com esse projeto. No pré-lançamento fizemos uma campanha maravilhosa com as Caixas de Artefatos, tivemos um book signing no <a href="https://fire.hotmart.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">FIRE</a>, e mais recentemente, agora ao completar o primeiro aniversário, lancei a <a href="https://app.entreruinasereinos.artifactory.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Comunidade Oficial</a> do livro (o &quot;Salão dos Leitores&quot;) com discussões, materiais extras e desafios.</p>
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          <img src="/media/7f5b1c729aff41108f4e.webp" alt="Book signing: FIRE 25" loading="lazy">
          <figcaption class="jr-figcap">Book signing: FIRE 25</figcaption>
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          <figcaption class="jr-figcap">Book signing: FIRE 25</figcaption>
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          <figcaption class="jr-figcap">Book signing: FIRE 25</figcaption>
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          <figcaption class="jr-figcap">Caixa de Artefatos</figcaption>
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<h2>O que vem por aí?</h2>
<p>Estou muito animado para continuar escrevendo a saga, mesmo no meio dessa correria maluca que é a minha vida de Pai de três crianças, marido, CEO, investidor e agora... escritor.</p>
<p>O segundo livro já está no forno e eu acredito que estou perto da metade dele. Gostaria de estar avançando mais rápido, mas faço o que posso, dentro do tempo que tenho e do nível de qualidade que eu pretendo colocar na obra. A boa notícia é que, na minha opinião, está ficando muito bom!</p>
<p>Até lá, se você adquiriu seu livro através no site oficial (via Hotmart), você está com acesso liberado na <a href="https://app.entreruinasereinos.artifactory.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Comunidade</a>. Aproveite para conhecer outros leitores e participar das discussões e desafios.</p>
<p>À você que é leitor de Entre Ruínas e Reinos, meu <strong>muito obrigado</strong>. Você me anima a continuar escrevendo essa saga, que ainda tem muito caminho para percorrer na companhia de Adan, Bunfa, Bella, Glutão e tantos outros personagens que trombaram com vocês durante a leitura.</p>
<p>E à você, que ainda não é um leitor de ER&amp;R, fica aí a minha recomendação suspeitíssima de leitura. É uma Fantasia Épica, com um muito mais que Fantasia por trás. Eu penso que você deveria dar uma chance ao livro.;)</p>
<div class="jr-btnwrap"><a class="jr-cta-btn ch8" href="https://entreruinasereinos.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Adquirir &quot;Entre Ruínas e Reinos&quot; no site oficial</a></div>
<p>Nos vemos do outro lado.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Uma lente sobre Mercado Editorial Brasileiro</title><link>https://joaopedroresende.com/r/mercado-editorial-brasil-estados-unidos</link><guid>https://joaopedroresende.com/r/mercado-editorial-brasil-estados-unidos</guid><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 20:36:18 GMT</pubDate><description>Tamanho de mercado, volumes, crescimento, preços contra a inflação, unit economics da cadeia do livro e um mergulho em ficção, fantasia e romantasia — encerrando com o blueprint do livro de ficção estatisticamente ideal para 2026.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Mercado Editorial — Brasil × Estados Unidos Relatório de mercado · Preparado com ia - Organizado por J. P. Resende Agosto de 2026 · Dados-base 2024–2026 Uma lente sobre o Mercado Editorial Brasileiro Tamanho de mercado, volumes, crescimento, preços contra a inflação, unit economics da cadeia do livro e um mergulho em ficção, fantasia e romantasia — encerrando com o blueprint do livro de ficção estatisticamente ideal para 2026. Brasil Estados Unidos Índice 00 Definições metodológicas 01 Tamanho de mercado 02 Crescimento e o paradoxo dos leitores 03 Preços contra a inflação 04 Volumes por catego…</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>O Fim do Marketing Digital: para além das opiniões, quais são os dados?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/o-fim-do-marketing-digital-para-alem-das-opinioes-quais-sao-os-dados</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/o-fim-do-marketing-digital-para-alem-das-opinioes-quais-sao-os-dados</guid><pubDate>Tue, 23 Dec 2025 16:25:49 GMT</pubDate><description>Recentemente, especialmente depois das Black Fridays de 2025, surgiu um tema que ganhou força na bolha do mercado digital: “o fim do marketing digital”. Como CEO e co-fundador da Hotmart, estou imerso nesse mercado há 14 anos. E uma das vantagens dessa jornada é ter acesso a dados, não apenas a opiniões. Meu objetivo com este artigo é um só: demonstrar o que está acontecendo e o que eu considero importante você ter atenção, daqui em diante.</description><content:encoded><![CDATA[<h2>Sobre “fins” e “(re)inícios”.</h2>
<p>Não, o mercado não está morrendo. Porém, ele está se transformando radicalmente, como já fez inúmeras vezes. Eu costumo dizer que este mercado já teve “vários fins e vários reinícios”. Ele nasceu na era dos blogs e SEO, onde o tráfego orgânico era tudo. Depois, renasceu com a chegada da “Fórmula de Lançamento”, que trouxe uma técnica que permitiu a venda de produtos de maior valor e a construção de negócios mais robustos. Em seguida, se reinventou com a ascensão do Instagram e, mais recentemente, explodiu durante a pandemia. Cada fase pareceu o “fim” da anterior, se mostrou na verdade era uma evolução, um reinício.</p>
<p>Nesse contexto, eu penso ser fundamental separar os conceitos. “Marketing Digital” é um guarda-chuva enorme de estratégias para promover qualquer coisa online. O “marketing de infoprodutos” está dentro dele, mas não é a mesma coisa. Confundir os dois gera uma visão distorcida da realidade… e essa batalha pelo “termo mais preciso”, foi uma batalha que eu acabei perdendo ao longo dos anos. O resultado é que criamos um certo vício de linguagem em chamar “Marketing Digital” de algo sinônimo à infoprodutos. Não é. E isso é importante, especialmente para fins de análise de mercado, pois “marketing digital”, curiosamente, também é um “nicho” (no sentido de ser um “assunto”) bastante abordado no mercado de infoprodutos. De todo modo, o que estamos vivendo não é o fim, mas uma nova fase, que exige uma nova forma de pensar e agir.</p>
<p>Como eu sempre digo: “Há duas coisas que sempre serão verdades nesse mercado. Uma, ele vai continuar crescendo. E duas, ele vai continuar mudando. Se você quer trabalhar no mercado digital, saiba que você está num mercado que vai mudar com bastante frequência.”</p>
<h2>Contraintuitivo, mas real: o mercado está maior e mais rápido do que no “auge” da pandemia.</h2>
<p>Em 2012, liguei para um dos nossos primeiros investidores para pedir mais um aporte. A Hotmart inteira, somando todas as vendas, movimentava R$ 300.000 por mês. Ele me disse, com a melhor das intenções: “JP, acho que esse mercado está saturado, chegou no topo”. Hoje somos grandes amigos e rimos disso. Mas essa história se repete. Muitos acreditam que o pico do nosso mercado foi em 2020 e 2021. Os dados de 2025, quando comparados a 2024, mostram uma realidade completamente diferente:</p>
<ul class="jr-list"><li><i class="jr-sq"></i><p><strong>40% mais pessoas</strong> fazendo a primeira venda na nossa plataforma.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p><strong>30% mais compras</strong> sendo realizadas no total.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p><strong>13% de aumento</strong> no número de novos compradores que nunca haviam comprado um produto digital antes.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p><strong>20% de crescimento</strong> no número de produtores que faturam mais de R$ 10 milhões por ano.</p></li></ul>
<p>Mas tem mais. Em 2020, no suposto “auge”, entregamos <strong>842</strong> placas “Black” (para quem não sabe, estas são placas para negócios que atingiram R$ 1 milhão ou mais em faturamento). Em 2025, esse número foi de <strong>1.722</strong>. Mais que o dobro. Isso não me parece um sinal de que o mercado “acabou” ou está “morrendo”. Pelo contrário, está acelerando, porém, de maneiras muito diferentes.</p>
<h2>A era transacional acabou. O futuro é desenvolver seu cliente em um relacionamento de longo prazo (e Lifetime Value).</h2>
<p>Se os dados mostram um mercado maior do que nunca, por que tantos sentem que está mais difícil? A resposta está majoritariamente associada a um fenômeno: o custo do tráfego triplicou nos últimos anos. Isso tornou o antigo modelo “transacional” (adquirir um cliente, fazer uma venda e partir para o próximo), muito mais difícil de sustentar.</p>
<p>O sucesso agora não depende mais de um modelo transacional, mas de um <strong>modelo relacional</strong>. O foco mudou de simplesmente adquirir novos clientes para aumentar o <strong>Lifetime Value (LTV)</strong>, ou seja, o valor total que um cliente gera para o seu negócio ao longo do tempo. As alavancas de crescimento de um negócio digital não são mais apenas “tráfego e conversão”. Agora, para crescer de forma saudável, você precisa adicionar “NPS e recompra” à equação.</p>
<p>A era de adquirir um cliente, entregar o produto para ele e largá-lo para lá, acabou.</p>
<h2>Seu melhor canal de aquisição, é sua base de clientes. E ela se torna tão boa quanto à satisfação deles.</h2>
<p>Como, na prática, se aumenta o Lifetime Value? A resposta não está em novas táticas de venda, mas em algo muito mais fundamental: a satisfação real do seu cliente. Nos nossos dados, essa conexão é cristalina.</p>
<ul class="jr-list"><li><i class="jr-sq"></i><p>Clientes promotores (que dão nota 9 ou 10 na pesquisa de NPS) têm uma <strong>taxa de recompra 2 vezes maior</strong>.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>O LTV de um cliente promotor é <strong>3 vezes maior</strong> que o de um cliente mediano.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>O LTV de quem acessa seu produto <strong>semanalmente</strong> é <strong>6 vezes maior</strong> do que o de quem acessa mensalmente.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Clientes que acessam seu produto <strong>diariamente</strong> geram um <strong>LTV 10 vezes maior</strong> do que aqueles que acessam apenas mensalmente.</p></li></ul>
<p>Em um mundo onde o custo para trazer um cliente pela porta da frente triplicou, a estratégia mais inteligente é garantir que ele queira ficar e voltar sempre. A satisfação dos clientes não pode mais ser considerada um luxo. Pelo contrário, ela será sua principal alavanca de crescimento, tanto de faturamento, quanto de margem.</p>
<h2>A Inteligência Artificial não veio para te substituir, mas para turbinar seus produtos (e seu lucro).</h2>
<p>Vimos que o engajamento diário pode multiplicar o LTV por dez. A grande questão sempre foi como escalar esse engajamento. E pela primeira vez desde a popularização do vídeo, temos uma resposta tecnológica para isso: a Inteligência Artificial.</p>
<p>Desde a chegada do vídeo, não houve evolução tão impactante para os infoprodutos quanto a IA. O principal benefício que ela traz é a <strong>personalização em larga escala</strong>. Imagine poder entregar uma experiência única para cada cliente. É exatamente isso que nossos tutores de IA fazem: eles aprendem com todo o conteúdo do seu curso para responder às dúvidas dos seus alunos 24/7, de forma personalizada.</p>
<p>O impacto disso no engajamento é direto. Analisamos os produtos na Hotmart que ativaram essa ferramenta e a retenção de clientes na primeira semana chegou a mais de <strong>70%</strong>, já na oitava semana mais do que dobra, saltando de <strong>13% para 27%</strong>. Como vimos, mais engajamento significa um LTV muito maior. Eu estou bastante convencido que a IA chegou como uma ferramenta poderosíssima para aumentar a satisfação, o engajamento e, consequentemente, a lucratividade dos negócios de infoprodutos.</p>
<h3 class="jr-h3">Conclusão: O mercado não morreu, mas mudou (mais uma vez).</h3>
<p>A euforia dos custos baixos e do crescimento fácil da pandemia deu lugar a uma realidade mais profissional. A oportunidade hoje não está mais em “hacks” de curto prazo, mas em construir negócios de verdade: sólidos, relacionais e focados em servir uma base de clientes fiel com um ecossistema de produtos. O jogo ficou mais sério, e para quem estiver disposto a se adaptar e a focar no valor a longo prazo, ele nunca foi tão promissor.</p>
<h3 class="jr-h3">Quer se aprofundar de verdade?</h3>
<p>Este artigo cobriu apenas os destaques da minha análise. A versão completa, com a timeline detalhada do mercado desde 2011, dados sobre quais nichos estão crescendo ou encolhendo, e muito mais, está no meu <a href="https://www.youtube.com/watch?v=iLvP3srznR4" target="_blank" rel="noopener noreferrer">novo vídeo</a> no YouTube.</p>
<p>Se você quer entender o panorama completo e preparar seu negócio para o futuro, <strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iLvP3srznR4" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assista ao vídeo completo aqui</a></strong>.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>“Entre Ruínas e Reinos” está chegando.</title><link>https://joaopedroresende.com/a/entre-ruinas-e-reinos-esta-chegando</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/entre-ruinas-e-reinos-esta-chegando</guid><pubDate>Sun, 20 Jul 2025 21:23:06 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Em 2015 ganhei o melhor presente de Natal da minha vida, e junto com ele, fiz uma promessa. Com ajuda da minha mãe, meu pai colocou em um livro de papel a história que durante toda a minha primeira infância eu ouvi da boca dele. Era a história da Tartaruguinha. Uma história sobre autoconhecimento, autoaceitação, sobre reconhecer nossos pontos fortes e fracos, e nunca esquecer da nossa essência.</p>
<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/fa242d6370652ef21b74.jpg" alt=""></figure>
<p>Eu acredito que histórias são, não somente entretenimento, mas podem ser veículos maravilhosos para provocar reflexões e transmitir valores. Era isso que meu pai fazia comigo, sem eu saber.</p>
<p>A tal promessa foi feita naquele mesmo ano. Eu levaria o gesto do meu pai adiante. Faria o mesmo quando tivesse filhos. Pois tive. Três meninas. E cumpri minha promessa. Escrevi 4 livrinhos para elas.</p>
<p>Mas, o que pouca gente sabe, é aqueles livrinhos não foram minha primeira tentativa de escrever ficção. Mais cedo, naquele ano, eu começara um projeto carregado de nostalgia. Movido pela saudade da minha época de RPG, eu queria escrever uma última (?) grande aventura. Uma história para adultos. Nascia ali o que hoje, 10 anos depois, será publicado como Entre Ruínas e Reinos: A Torre Quebrada.</p>
<p>Esta é a minha primeira grande história de fantasia, que não foi feita para crianças, mas sem dúvida foi feita para entreter, e quem sabe, refletir.</p>
<p>Se você quiser conhecer mais um lado do JP, além do pai, marido, empreendedor e investidor, você será muito bem-vindo(a) a conhecer mais e se inscrever na nossa <a href="https://entreruinasereinos.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">lista para o lançamento do livro</a> que será minha estréia no gênero de Fantasia.</p>
<figure class="jr-fig a-centro"><img style="width:100%;display:block" src="/media/0d5ca44b351b953d3576.jpg" alt=""></figure>
<p><a href="https://entreruinasereinos.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Inscreva-se na lista aqui.</a></p>
<p>Vejo vocês do outro lado.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Eu escrevi um livro. Mas, não é o que você está pensando.</title><link>https://joaopedroresende.com/a/eu-escrevi-um-livro</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/eu-escrevi-um-livro</guid><pubDate>Wed, 16 Jul 2025 18:40:55 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Não estou falando de um manual de tráfego, ou do livro de cultura da Hotmart, nem dos livros de histórias infantis que escrevi para minhas filhas. Nem sobre algum livro de negócios contando o que aprendi nos últimos anos tendo fundado e liderado a minha empresa (Hotmart) até aqui. Pois é, desculpe-me por começar desapontando você, mas prometo que, Deus dando-me anos o suficiente, o livro de negócios virá.</p>
<p>Mas este é um livro diferente. Primeiro porque decidi, de fato, publicá-lo e, diferente também, por ser um livro de… fantasia.</p>
<p>Mundos imaginários sempre foram algo que mexeram comigo. Não à toa passei bons anos da minha vida dentro deles, jogando RPG. Isso me marcou, moldou quem acabei me tornando, e a verdade é que eu sempre senti saudade dessa época. Pois, meu jeito de matar essa saudade, foi escrevendo um livro.</p>
<p>Livro este que comecei em 2015, mas que parei inúmeras vezes… por falta de tempo mesmo. Depois falta de inspiração. Às vezes, uma combinação dos dois. A rotina de construir um negócio pode ser dura e consumir quase toda a sua energia criativa. Especialmente, quando falamos de um negócio que está situado em um espaço super dinâmico, e que abraçou desde cedo a paixão por inovar.</p>
<p>Mas, ao longo dos anos, quando comecei a conseguir ao menos uns 10 dias de férias por ano, essa ideia voltou com mais força. Eu escrevia todas as férias, às vezes fora delas. E apesar da escrita ter sofrido mais com a falta de tempo para encontrar o papel, a história em si nunca parou de ser construída na minha cabeça.</p>
<h2>Então, sobre o que é este livro?</h2>
<p>Acima de tudo, sobre se desconectar e aproveitar uma grande aventura. Sim, você pode ler esse livro aprofundando um pouco mais em suas camadas, mas para mim, o mais importante é que essa leitura seja divertida para você.</p>
<p>Dito isso, estamos falando de um mundo onde havia magia, mas não mais. Onde o maior dos Reinos busca alternativas para não entrar em colapso, e onde um aprendiz de alquimista é forçado a sair de casa para uma tarefa que parece simples, mas que pode ter implicações… irreversíveis.</p>
<p><em>A Torre Quebrada</em> é o Livro 1 da série <strong>Entre Ruínas e Reinos</strong>, que se passa em um cenário de Alta Fantasia.</p>
<p>O Pré-Lançamento é esperado para o final de Julho de 2025. Até lá você pode se <a href="https://entreruinasereinos.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">inscrever na nossa Lista exclusiva</a> para receber informações antecipadas, e <a href="https://entreruinasereinos.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ler o Prólogo do livro</a>, antes de todo mundo.</p>
<p>A todos vocês que lerão a obra, torço para que se divirtam tanto quanto eu me diverti escrevendo 🙂</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>7 maneiras como a IA impactará a Creator Economy e o Marketing Digital</title><link>https://joaopedroresende.com/a/7-maneiras-como-a-ia-impactara-a-creator-economy-e-o-marketing-digital</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/7-maneiras-como-a-ia-impactara-a-creator-economy-e-o-marketing-digital</guid><pubDate>Wed, 04 Jun 2025 13:02:33 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p></p><p><em>Conteúdo para inscritos — leia no site.</em></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Disrupção: o que é, como prever e como minimizar seus efeitos colaterais</title><link>https://joaopedroresende.com/a/disrupcao-o-que-e-como-prever-disrupcoes</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/disrupcao-o-que-e-como-prever-disrupcoes</guid><pubDate>Wed, 30 Aug 2017 14:29:19 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>DISRUPÇÃO. Definitivamente uma das mais expoentes buzz words do momento. Frequentemente associada com empresas como Uber (rompeu com o mercado de taxis), Airbnb (rompeu com a indústria hoteleira) e Netflix (rompeu com as TVs a cabo).</p>
<p>Sempre tive muito interesse pelo assunto e nos últimos tempos procurei fazer um exercício de responder a duas perguntas simples relacionadas a disrupções…</p>
<p><strong>O que é uma disrupção?</strong></p>
<p><strong>Como identificar potencial disruptivo em uma tecnologia?</strong></p>
<p>Neste vídeo gravado no <a href="https://www.hotmart.com/fire2017/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">FIRE 2017</a>, explico minhas conclusões sobre disrupções, cito algumas das disrupções mais interessantes que estão em andamento neste exato momento e exponho um ponto de vista sobre os efeitos colaterais causados pelas disrupções e como precisaremos tratá-los daqui para frente.</p>
<p>Assista ao vídeo a seguir:</p>
<div class="jr-video"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/NhVqF5WQr_s" title="Vídeo" class="ch12" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>]]></content:encoded></item>
<item><title>Crenças moldam empresas</title><link>https://joaopedroresende.com/a/crencas-moldam-empresas</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/crencas-moldam-empresas</guid><pubDate>Mon, 02 Jan 2017 18:05:17 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Aqui no San Pedro Valley é comum empreendedores procurarem uns aos outros para um café, ou para fazerem uma visita a um escritório com o objetivo de trocar experiências e algumas vezes discutir algum desafio específico que está acontecendo.</p>
<p>Quando me procuram, em grande parte destas conversas, estes fundadores me perguntam sobre cultura organizacional… Apesar de eu não acreditar em uma fórmula mágica para criar uma cultura incrível, existem algumas coisas que são determinantes e que vão acabar refletindo na cultura da empresa. Dentre estas coisas, estão as suas crenças.</p>
<h2>Não é tão fácil saber quais são as suas reais crenças…</h2>
<p>Se eu te contar minhas crenças, provavelmente você achará que pelo menos algumas delas fazem sentido para você também e talvez até pense que, por fazer sentido, você também tenha aquelas crenças.</p>
<p>Porém, apesar de parecer, não é tão fácil saber quais são as suas reais crenças. Não basta fazer sentido. Para entender se aquilo realmente é uma crença enraizada em você, é necessário saber se você está disposto a fazer sacrifícios e concessões em virtude daquilo. Algumas vezes você precisa passar por situações que pressionam suas crenças para saber se elas realmente estão lá, ou se apenas são coisas que “fazem sentido” para você…</p>
<p>Hoje quero compartilhar três crenças que acabaram moldando a cultura da Hotmart.</p>
<h2><em>Clientes nunca vão amar a empresa, se a equipe não amá-la antes</em></h2>
<p>A minha premissa é bastante simples: se as pessoas amarem trabalhar na empresa, elas vão querer se dedicar mais, serão mais felizes, falarão para os outros e vão se empenhar para que a empresa continue prosperando. <strong>Elas vão se importar.</strong>E isso será refletido desde na hora de lidar com um cliente, até na hora de entregar um produto. Se elas amarem a empresa, elas se sentirão realizadas e ficarão por mais tempo na empresa, se tornando cada vez melhor em sua função e este acúmulo de expertise ao longo do tempo irá se traduzir em qualidade e velocidade em tudo que formos fazer.</p>
<p>Então a próxima pergunta é: <em>como fazer as pessoas amarem a empresa?</em></p>
<p>A resposta é óbvia, assim como quase tudo que fazemos. Nós nos importamos com as pessoas e elas se importam com a empresa. O se importar vai desde pequenas coisas (como perks), até iniciativas maiores, como eventos internos de integração, troca de experiências e alinhamento de metas; verba de treinamento e educação; construção de um plano de bonificação estimulante e, uma estrutura bastante horizontal onde as pessoas tem bastante autonomia e acesso a qualquer um da empresa.</p>
<blockquote class="jr-quote"><p><em>O motivo pelo qual esta crença exige sacrifícios, é porque ela demandará mais investimentos em pessoas do que a imensa maioria das empresas está disposta a fazer.</em></p></blockquote>
<h2><em>Gente extraordinária gosta de trabalhar com gente extraordinária</em></h2>
<p>Sempre dei o máximo de mim e procurei fazer o melhor em todo trabalho que fiz até hoje, mesmo nos momentos em que eu não estava empreendendo. Independente de eu estar, ou não, gostando do que estivesse fazendo naquele momento, era a minha assinatura que estaria ali e meu senso de responsabilidade me impede de entregar algo no qual eu acredite não ter dado o melhor de mim. Da mesma forma, acredito que muita gente comprometida a ser o melhor possível, também quer trabalhar com gente do mesmo tipo.</p>
<p>Profissionais bons, preocupados em performar, não gostam de trabalhar no mesmo time de pessoas que fazem corpo mole, que reclamam de tudo, que só sabem dar desculpas. Pessoas boas querem trabalhar ao lado de pessoas que elas admirem e que possam aprender e compartilhar com elas.</p>
<p>O oposto também é verdadeiro… pessoas acomodadas gostam de trabalhar em ambientes confortáveis, que não os pressionem, ou incentivem a crescer, ou a entregar um resultado acima da média; um resultado extraordinário. É muito difícil um profissional que está pilhado e com muita energia para fazer acontecer, conseguir manter-se em um lugar, onde ninguém está interessado em fazer muita coisa, em melhorar o que está ao seu redor e evoluir. Ou este profissional vai sair dali rapidamente, deixando a legião dos acomodados para trás, ou ele vai amargar uma frustração muito grande.</p>
<p>Por este motivo, precisamos estar em uma busca interminável pelas melhores pessoas e precisamos, <strong>o quanto antes</strong>, liberar as pessoas que não funcionam bem na empresa para que elas possam buscar uma oportunidade que tenham mais a ver com o perfil, ou os planos de carreira delas.</p>
<blockquote class="jr-quote"><p><em>A razão pela qual esta crença exige sacrifícios, é que haverá vezes em que você terá que dispensar pessoas queridas na empresa, mas que por algum motivo não estão performando ou, com o passar dos anos, pararam de performar no nível dos demais por algum motivo que seja. Nunca é fácil fazer isto.</em></p></blockquote>
<h2><em>Deixe o mestre executar sua maestria</em></h2>
<p>Para fazer uma empresa crescer e funcionar bem, precisamos de pessoas muito boas. Se as pessoas são verdadeiramente muito boas, elas precisam poder demonstrar com toda liberdade e autonomia o melhor de sua capacidade. Se elas quiserem tentar algo novo, mudar algum processo, fazer algum experimento, deixe que elas o façam pelo menos em uma escala menor. É daí que surgem as inovações e os <em>saltos de eficiência</em>.</p>
<p>Porém, se você precisa ficar interferindo o tempo todo, ensinando como as pessoas devem fazer o seus respectivos trabalhos, vale a pena tentar entender se aquela é realmente a pessoa certa para te ajudar naquele momento, ou se há algum tipo de treinamento adicional que você precisa oferecer para capacitar as pessoas daquela posição. Se nem assim funcionar, provavelmente você tem a pessoa errada.</p>
<p>A partir do momento que se passa a interferir muito na execução de alguém que é um mestre naquilo que faz, as coisas passam a não funcionar tão bem quanto poderiam. Sendo um fundador você tem a visão do todo e para onde a empresa deve ir, porém, em um nível mais micro, é necessário confiar nos seus especialistas, ou isto irá limitar sua velocidade de crescimento.</p>
<p>Nós criamos uma cultura de muita autonomia e não há como ter isto, sem deixar que o mestre execute sua maestria.</p>
<blockquote class="jr-quote"><p><em>Assim como as demais, esta crença também exige sacrifícios e concessões. Algumas vezes, para um líder, pode ser agoniante “perder o controle” sobre determinada atividade e entregar 100% de autonomia para alguém executar aquilo. Além disto, uma cultura de autonomia, também quer dizer uma cultura onde a organização está disposta a arcar com alguns erros enquanto as pessoas tentam, por conta própria, fazerem coisas novas e inovarem.</em></p></blockquote>
<p>No final, tudo se resume a ter pessoas muito boas à sua volta. E quando eu digo “pessoas muito boas”, não estou falando só de gênios, intra-empreendedores e rockstars fora da curva. Estou falando de gente que não necessariamente tem o QI do Einstein, ou a oratória do Obama. Estou falando de gente com vontade de fazerem as coisas funcionarem.</p>
<p>Gente alinhada com nossos valores e mantras.</p>
<p>Gente que não se conforma e quer constantemente ver a empresa melhorando, evoluindo, dia a dia. Gente que entende que cada pequena melhoria feita em sua área de atuação no trabalho, se acumula com a melhoria de cada outra pessoa, lá nas suas respectivas áreas, e ao longo de semanas, meses e anos, todo aquele conjunto se torna cada vez melhor e coloca a empresa mais perto de onde ela quer chegar.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>10 livros de negócios que me influenciaram até aqui</title><link>https://joaopedroresende.com/a/10-livros-de-negocios-que-me-influenciaram-ate-aqui</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/10-livros-de-negocios-que-me-influenciaram-ate-aqui</guid><pubDate>Mon, 14 Nov 2016 21:40:27 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Antes mesmo de entrar na faculdade eu já pensava que meu caminho estaria ligado a empreender e criar algo do zero. Para tornar a história curta, tentei diversos projetos, montei outros negócios (a maioria deu errado), e até chegar na criação da Hotmart, acumulei aprendizados adquiridos com o mercado, com a vivência e, com certeza, com leitura.</p>
<p>Recentemente, <a href="https://twitter.com/dttg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Diego Gomes</a> (co-fundador da Rock Content e fundador do <a href="http://12min.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">12minutos</a>), me perguntou quais eram os meus <strong>livros de negócio</strong> favoritos para adicioná-los ao acervo do <a href="http://12min.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">12minutos</a>. Decidi, então, escrever um post sobre eles, porque acredito que outras pessoas poderiam se beneficiar desta bibliografia, que certamente contribuiu para formar minhas crenças, influenciar minha maneira de tomar decisões e meu modo de ver o mundo. Então, vamos lá 🙂</p>
<h2><a href="https://12min.com.br/blink" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Blink</a></h2>
<p>Malcom Gladwell é um dos meus autores favoritos. Um dos seus maiores sucessos, Blink, é um livro que explora psicologia e neurociência para entender como funciona a intuição humana. A sua intuição pode te ajudar a tomar decisões melhores e mais rápidas e até ter ações mais eficientes e com menos perda de tempo com análises extensas. Uma das lições mais valiosas que aprendi com este livro foi quando, como e porque utilizar minha intuição. Confesso que muitas vezes abusei dela, mas de modo geral, tem funcionado muito bem para mim.</p>
<h2><a href="https://www.amazon.com.br/Como-fazer-amigos-influenciar-pessoas-ebook/dp/B01E4KJBIS/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;qid=1475784806&amp;sr=8-1&amp;keywords=como+fazer+amigos+e+influenciar+pessoas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas</a></h2>
<p>Este livro traz grandes aprendizados sobre relacionamentos interpessoais. Citando experiências vivenciadas por si mesmo e outras que ocorreram em sua época, Dale Carnegie ensina com maestria a arte dos relacionamentos. Dos detalhes sutis até grandes comportamentos, o livro traz lições que podem ser aplicadas a qualquer situação e que melhoram a vida pessoal de todos. O nome do livro gera um certo preconceito na maioria das pessoas, mas posso dizer sem dúvidas que este livro foi muito marcante para mim.</p>
<h2><a href="https://12min.com.br/rework" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Rework</a></h2>
<p>É muito comum que investidores e consultores critiquem empresas que não fazem projeções financeiras detalhadas e planos de curto, médio e longo prazo. Jason Fried e David Hansson provam que estas pessoas podem estar erradas, especialmente se você estiver no estágio inicial do negócio. O planejamento é importante, mas quando feito em demasia e no estágio errado da empresa, pode causar paralisia e impedir você de agir. Em uma crítica aos métodos tradicionais de empreender, os autores mostram que, para abrir seu negócio, é preciso muito menos do que você imagina e que várias verdades do mundo dos negócios já não são mais tão legais quanto costumavam ser.</p>
<h2><a href="https://12min.com.br/o-ponto-da-virada" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Ponto da Virada</a></h2>
<p>O ponto de virada é o momento em que uma tendência chega a um patamar que se espalha em uma velocidade exorbitante. Em uma análise de como as ideias se espalham, Gladwell traz vários conceitos que podem facilmente ser adotados por empreendedores. Quando uma ideia se espalha e chega ao ponto de virada, nada mais pode impedir que ela se multiplique. Pense em quanto os mercados mudam quando surge um novo ponto de virada? Vivemos isso no nosso dia a dia na Hotmart. O livro mostra cenários onde estímulos que fizeram as pessoas transformarem radicalmente seus comportamentos e suas crenças.</p>
<h2><a href="https://12min.com.br/paixao-por-vencer" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Paixão por Vencer</a></h2>
<p>Jack Welch é a voz da experiência que todo CEO deveria estudar. Winning é um livro que traz exemplos fantásticos de como gerenciar uma grande empresa. Ele conseguiu fazer um livro direcionado a todo profissional que quer entender como se criam grandes culturas corporativas e como se alcançam grandes resultados.</p>
<h2><a href="http://www.blanco.pro.br/pdfs/adams.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Adams Óbvio – Robert Updegraff</a></h2>
<p>Adams Óbvio é a biografia ficcional de Osborne Adams, um publicitário americano. O livro traz boas lições sobre como simplificar nossa comunicação, nos tornar mais analíticos e sobre como focar exclusivamente nos fatos. É um livro antigo, com mais de 100 anos (domínio público, por isto você pode <a href="http://www.blanco.pro.br/pdfs/adams.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">baixar grátis aqui</a>), mas que traz lições atemporais para qualquer <em>empreendedor, ou profissional de marketing</em> atual. É uma leitura rápida e fácil, e foi <strong>uma das minhas principais influências</strong> até hoje. Hoje na Hotmart, todos conseguem conectar este livro à minha pessoa e dezenas de pessoas já leram Adams Óbvio por lá. Na empresa, há líderes que presenteiam sua equipe com este pequeno livro logo no onboarding do time, para garantir que ninguém subestime o potencial do óbvio. Sou o fã #1 desta obra.</p>
<h2><a href="https://12min.com.br/foras-de-serie" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Fora de Série – Outliers</a></h2>
<p>O que faz uma pessoa atingir um sucesso tão extraordinário e peculiar a ponto de ser chamada de “fora de série”? Por trás de trajetórias incríveis existe um padrão e diversas vantagens que tornaram essas pessoas <em>outliers</em>. Além disso, pode ser que você esteja super ou subestimando o papel da sorte no seu sucesso. Com esse livro, pude aprender que o histórico de vivências muda completamente o comportamento e as realizações das pessoas.</p>
<h2><a href="https://www.amazon.com.br/Crossing-Chasm-3rd-Disruptive-Mainstream-ebook/dp/B00DB3D81G/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;qid=1475785696&amp;sr=8-1&amp;keywords=geoffrey+moore" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Atravessando o Abismo</a></h2>
<p>Em Atravessando o Abismo, Geoffrey Moore mostra as diferentes expectativas e os diferentes comportamentos dos vários perfis de consumidores de produtos de alta tecnologia. Com estratégias diversas de marketing, Moore mostra que é possível cruzar o abismo entre os early adopters e os consumidores pragmáticos, sendo eficiente e buscando o sucesso. Este é o livro que todo mundo que trabalha com inovação deveria ler.</p>
<h2><a href="https://12min.com.br/the-hard-thing-about-hard-things" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Hard Things About The Hard Things</a></h2>
<p>Na posição de CEO da Hotmart, diversas vezes tenho que tomar decisões difíceis e que podem impactar milhares de pessoas.</p>
<p>Em “Hard things about the hard things”, Ben Horowitz conta a história de seu período como fundador e CEO de uma startup chamada Opsware. Cruzando várias adversidades e chegando à beira da falência, as ações do empresário mostram que é possível passar pelos momentos difíceis sem perder o foco e continuar desenvolvendo seu negócio. Neste livro, pude conhecer as diversas habilidades básicas de um CEO e ver em uma situação realista que ações drásticas podem reverter um destino iminente. Também aprendi muito sobre como superar os desafios e seguir em frente. A dimensão psicológica deste livro é fantástica.</p>
<h2><a href="https://www.amazon.com.br/Four-Steps-Epiphany-English-ebook/dp/B00FLZKNUQ/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;qid=1475786066&amp;sr=8-1&amp;keywords=the+four+steps+to+the+epiphany" target="_blank" rel="noopener noreferrer">The Four Steps to Epiphany</a></h2>
<p>Startups são completamente diferentes das empresas estabelecidas, isso é um fato. Neste livro, Steve Blank mostra os desafios de sobrevivência das startups e ajuda os empreendedores a descobrirem problemas de seus negócios antes que seja tarde demais. É um livro muito bom para quem vai começar algo novo, um verdadeiro aprendizado sobre como começar uma startup do jeito certo. Gostei tanto deste livro que, quando concluí meu MBA, meu trabalho final tinha este livro como a principal referência.</p>
<h3 class="jr-h3">Bem, aí está minha lista. Se importa em dividir a sua nos comentários? Até a próxima.</h3>]]></content:encoded></item>
<item><title>Se seu filho tem menos de 3 anos, ele não aprenderá a dirigir</title><link>https://joaopedroresende.com/a/se-seu-filho-tem-menos-de-3-anos-ele-nao-aprendera-dirigir</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/se-seu-filho-tem-menos-de-3-anos-ele-nao-aprendera-dirigir</guid><pubDate>Fri, 21 Oct 2016 02:17:31 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Há pouco menos de 2 anos atrás eu explicava meu ponto de vista sobre <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CnwJe8Syd_A" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o que aconteceria com os carros</a> em um futuro próximo. Hoje, a ideia de self-driving car já parece bem menos ficção científica do que naquela época.</p>
<p>Os principais pontos para mim, relacionados a mudanças nos carros são:</p>
<ul class="jr-list"><li><i class="jr-sq"></i><p>Em 15 anos, ninguém precisará dirigir mais. Na verdade, as pessoas nem mesmo PODERÃO dirigir manualmente nas zonas urbanas, pois não faz sentido adicionar risco a vida humana, uma vez que a tecnologia realiza esta atividade muito melhor que nós.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Em 10 anos, não teremos mais carros zero km com motores a combustão. Os carros 0km serão elétricos.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Em 10 anos, sua casa e seu carro irão produzir energia (solar) suficiente para você abastecer seu veículo sem pagar por combustível. Você só precisará pagar por uma franquia de combustível quando tiver que se deslocar para uma área fora da zona de autonomia do carro.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Em 10 anos, a população dos grandes centros não precisará mais comprar automóveis. O custo de deslocamento usando um veículo autônomo e que se abastece sozinho a partir da energia solar, será muito baixo. Contratar um serviço de transporte poderá custar algo entre R$ 99 e R$ 999 por mês (corrigidos para valores equivalentes a daqui 10 anos), tendo o preço variando conforme sua frequência e modo de uso (exemplo: deslocamento dentro da cidade, região metropolitana, raio de 100km, raio de 200km, raio de 300km…) e qualidade/luxo/recursos do veículo.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Em 3 anos, após muita discussão, haverá um consenso sobre qual vida os carros autônomos deveriam preservar, ou priorizar, em uma situação de acidente eminente. A decisão será a favor do passageiro do carro, ao invés do pedestre, ou demais condutores. As pessoas vão finalmente perceber que, caso não seja deste jeito, pedestres/condutores mal intencionados (alguém que queira cometer um crime passional, rival, vingança, etc) poderiam causar acidentes intencionalmente se colocando em situações de risco frente a carros autônomos.</p></li><li><i class="jr-sq"></i><p>Este novo cenário fará com a indústria do petróleo sofra muito. O preço do petróleo irá derreter, diminuindo muito a margem. Empresas como a Petrobrás se tornarão insustentáveis. Quando a civilização tiver formas de energia limpa tão eficientes quanto a energia suja vinda petróleo, políticos vão começar a passar medidas ambientais que dificultam, ou proíbem o uso de energia suja, para parecerem que lutam pela saúde do planeta. Antes de existir formas limpas de energia sendo distribuídas em mainstream, isto não irá acontecer.</p></li></ul>
<p>No vídeo abaixo, há um pequeno trecho onde falo sobre os carros autônomos. O vídeo completo pode ser visto <a href="http://www.joaopedroresende.com/sera-que-o-mundo-esta-piorando/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>.</p>
<div class="jr-video"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/CnwJe8Syd_A" title="Vídeo" class="ch12" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Definitivamente, nossa geração vive em um período de grandes mudanças e eu fico extremamente empolgado de estar vivendo nesta época e poder observar tudo isto com meus próprios olhos. Ótimos tempos estão vindo.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>O que aprendi com minha Vó</title><link>https://joaopedroresende.com/a/o-que-aprendi-com-minha-vo</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/o-que-aprendi-com-minha-vo</guid><pubDate>Mon, 17 Oct 2016 19:24:11 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Foi bem difícil encontrar fotos da minha avó sorrindo, mas esta é uma delas. Um sorriso largo no rosto, um brilho incomparável nos olhos, carregando seu primeiro neto: Eu.</p>
<p>Não diria que foi uma pessoa infeliz, porém, verdade seja dita, se compararmos com a vida da maiorias das pessoas, minha avó certamente teve menos motivos para sorrir.</p>
<p>Ainda com os filhos pequenos para criar, perdeu tudo em função de uma briga política na cidade onde vivia. Meu avô tinha uma grande fazenda e tudo ia bem até que ele decidiu se candidatar como político em oposição a um Coronel da cidade. A partir daí tudo aconteceu bem rápido.</p>
<p>Antes da época de colheita do café, o Coronel intimidou todos os credores do meu avô a cobrarem de uma só vez o dinheiro que lhe estava financiado e investido na fazenda, na plantação. Isto tudo, bem antes da colheita e consequentemente da venda da produção, de modo que seria impossível manter as finanças de pé.</p>
<p>O Coronel mesmo não receberia dinheiro algum. Seu único interesse era demonstrar poder e humilhar meu avô, minha avó e toda minha família perante a cidade. Quando tudo havia acabado e minha família já estava falida, ele ainda fez questão de enviar seu pessoal para pegar até o último garfo da cozinha da minha avó. Apenas como mais um requinte de humilhação. Finalmente, depois de perder a fazenda minha família também foi expulsa da casa na cidade que os abrigava. Eventualmente também tiveram que sair da própria cidade.</p>
<p>Meu avô, antes fazendeiro, morreu porteiro em Belo Horizonte. Uns dizem ter morrido de câncer, outros de desgosto. Morreu cedo. Naturalmente, nunca o conheci. Deixou minha avó com quatro filhos para criar com seu salário de professora da rede pública. E assim ela o fez.</p>
<p>Doze anos atrás, com os filhos todos criados, ela veio morar conosco. Deste tempo, seis anos ela passou em uma cama, aprisionada pela sua própria mente, acometida pelo Alzheimer. Toda vez que eu chegava ao lado da cama dela, pedia a “bença” na esperança que ela respondesse. Nada acontecia. Mesmo sem qualquer reação, eu sabia que ela gostaria que eu fizesse isto e foi o que eu fiz até o último dia.</p>
<p>Sempre parava ao lado de sua cama e ficava a observando. Gemia muito. Sofria. Para mim, o que eu imaginava, era que ela estava em uma redoma de vidro tentando atravessar um vale de sombras. Enquanto nós podíamos apenas olhá-la e torcer por seu bem, ela se agarrava em qualquer fio de sobrevida e continuava lutando para sair dali. Ela nunca desistiu.</p>
<p>Várias vezes, confesso, até nós nos dávamos por vencidos e tínhamos certeza que ela não iria resistir, mas de um jeito, ou de outro, ela voltava. Nenhuma palavra, nenhum olhar, nenhum movimento. Só gemidos. Foi assim durante seis anos.</p>
<p>Na última semana o médico nos disse: “Não entendo como é possível ela continuar viva. Qualquer um de nós já teríamos partido nesta situação”. Era impossível olhar minha avó e não se abater com o sofrimento dela. O corpo rejeitava tudo. Até mesmo o soro que lhe era dado, saía através da sua própria pele. E ela não desistia jamais. O médico nos disse que minha avó tinha entrado em uma espécie de estado de hibernação, que estava se apoiando no último vestígio de nutriente que lhe restava. Aquilo tudo estava fora do escopo da razão, ninguém entendia como era possível.</p>
<p>Ela esperou, pacientemente, o último sábado para nos deixar. Professora a vida toda, morreu no Dia dos Professores. E como se não bastasse, o passar dos anos havia transformado a casa da qual foi expulsa em um velório da cidade. E lá estava ela de novo, para se despedir de toda nossa família, pela última vez, sendo velada na casa de onde ela nunca deveria ter saído.</p>
<p>Próximo do fim, minha mãe pediu apenas uma coisa para ela: “Me deixe de herança sua coragem e força”. E tenho certeza que ela assim, o fez.</p>
<p>Minha avó me ensinou a nunca desistir. Me ensinou a valorizar a vida, não importa o quanto esteja difícil. Esta é a força que minha avó nos deixou.</p>
<p>Obrigado por tudo vó, você é um exemplo e nós somos privilegiados por poder aprender com você. Descanse em paz.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Até quando você precisará de um carro?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/ate-quando-voce-precisara-de-um-carro</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/ate-quando-voce-precisara-de-um-carro</guid><pubDate>Sun, 18 Sep 2016 16:30:02 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Dois atrás quando eu falava sobre carros autônomos as pessoas achavam que levariam cerca de 50 anos até eles se tornarem uma realidade. Os mais otimistas e entusiastas falavam em 20 anos.</p>
<p>A evolução exponencial da tecnologia às vezes conflita com nossa forma linear de pensar em projeções do futuro e por isto é comum acharmos que alguma disrupção muito forte irá levar muito mais tempo para acontecer do que de fato levará.</p>
<p>Bem, eu acredito que em 5 anos teremos frotas de carros autônomos dominando o mercado de transporte pessoal e logística. E isto trará muitas mudanças.</p>
<h2>Carros como serviço</h2>
<p>Quando você remove o motorista do automóvel, isto corta a maior parte do custo com transporte. Com este cenário de transporte muito barato, torna-se quase insensato pensar em você mesmo comprar um carro para se locomover, uma vez que basta apertar um botão e um carro aparecerá em 5 minutos na frente da sua casa para te levar onde quiser.</p>
<p>Se você considerar que um provável modelo de cobrança dos serviços de transportes será o de “assinatura mensal”, como é sua TV a cabo, internet, ou conta de luz, é muito factível que você poderá pagar $99/mês para chamar um carro sempre que quiser. Quando chegarmos neste ponto… porque você precisaria de um carro?</p>
<h2>Carros vs. Cavalos</h2>
<p>O vídeo a seguir é trecho da uma apresentação que fiz no início de 2015, onde este assunto foi um dos pontos citados.</p>
<div class="jr-video"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/CnwJe8Syd_A" title="Vídeo" class="ch12" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Você pode ver a apresentação completa aqui: <a href="http://www.joaopedroresende.com/sera-que-o-mundo-esta-piorando/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.joaopedroresende.com/sera-que-o-mundo-esta-piorando/</a></p>]]></content:encoded></item>
<item><title>É assim que você falará todas as línguas existentes</title><link>https://joaopedroresende.com/a/e-assim-que-voce-falara-todas-as-linguas-existentes</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/e-assim-que-voce-falara-todas-as-linguas-existentes</guid><pubDate>Thu, 08 Sep 2016 05:17:14 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Eu cresci assistindo filmes e lendo livros de ficção científica e muitas vezes me pegava pensando em como seriam aquelas invenções no futuro.</p>
<p>Uma delas especificamente não se tratava de uma invenção tecnológica, mas de uma forma diferente de se usar um ser vivo fictício, descrito no clássico “Guia do Mochileiro das Galáxias”: o intrigante peixe babel.</p>
<p>No vídeo a seguir eu explico a história do Peixe Babel e apresento o que seria o nosso “peixe babel” no mundo real. Estamos mais perto do que nunca de ter um destes.</p>
<p>Assista no Youtube: <a href="https://www.youtube.com/embed/LuuWbZ2o1nA" target="_blank" rel="noopener noreferrer">É assim que você falará todas as línguas do mundo.</a></p>
<div class="jr-video"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/LuuWbZ2o1nA" title="Vídeo" class="ch12" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<h2>O peixe babel é vermelho, e não amarelo</h2>
<p>Desde a minha apresentação no início de 2015 até este exato momento, mais um avanço aconteceu nesta área. A <a href="http://www.waverlylabs.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Waverly Labs</a> está lançando o primeiro fone de ouvido com capacidade de tradução simultânea.</p>
<div class="jr-video"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/ojzCYgli1t0" title="Vídeo" class="ch12" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Novamente, a ficção científica deixou de ser ficção e em 1 ano você poderá entender qualquer língua apenas usando um fone de ouvido especial. Provavelmente as pessoas ainda vão querer aprender inglês, uma vez que é a língua universal e por isto é incrivelmente útil dominar este idioma sem precisar de equipamento especial. Porém, penso que ficará cada vez menos atraente ter que investir anos de estudo para aprender uma língua “menos útil” do que inglês. Isto ficará a cargo das pessoas que realmente curtem estudar idiomas, mas deixará de ser uma necessidade real.</p>
<p>Quanto a Waverly Labs, ela precisa torcer agora para ser comprada rápido, pois na minha visão, em 2 ou 3 anos, certamente os próprios smartphones vão começar a oferecer este serviço de forma nativa, com seus próprios apps e fones de ouvido.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Será que o mundo está piorando?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/sera-que-o-mundo-esta-piorando</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/sera-que-o-mundo-esta-piorando</guid><pubDate>Thu, 11 Feb 2016 17:18:33 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Em março de 2015, fiz uma apresentação diferente no evento Segredos da Audiência, do meu amigo Samuel Pereira. Ao invés de focar o assunto em produtos digitais, afiliados, startups e marketing, o organizador simplesmente deixou eu falar “qualquer coisa”.</p>
<p>Acabei escolhendo falar sobre um dos assuntos que mais fazem parte dos meus interesses e também norteiam o meu trabalho como CEO da Hotmart: o futuro.</p>
<p>Veja a palestra completa abaixo e me diga o que achou nos comentários 🙂</p>
<div class="jr-video"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/VORK4chcQN8" title="Vídeo" class="ch12" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>]]></content:encoded></item>
<item><title>O que é uma startup?</title><link>https://joaopedroresende.com/a/o-que-e-uma-startup</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/o-que-e-uma-startup</guid><pubDate>Sat, 14 Nov 2015 11:25:19 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>OK, que diabos é uma startup afinal de contas?</p>
<p>Definição de startup de acordo com Eric Ries, autor de <em>The Lean Startup</em>:</p>
<blockquote class="jr-quote"><p>“A startup is a human institution designed to deliver a new product or service under conditions of extreme uncertainty.”</p></blockquote>
<p>Definição de startup de acordo com Steve Blank, autor de <em>4 Steps to Epiphany</em>:</p>
<blockquote class="jr-quote"><p>A startup is an organization formed to search for a repeatable and scalable business model.</p></blockquote>
<p>Duas excelentes definições.</p>
<p>Provavelmente o mundo não precisa de mais uma. Apesar disso, nos últimos anos sempre que alguém me perguntou “O que é uma startup?” eu respondia com uma das duas definições anteriores e a pessoa balançava a cabeça fingindo que tinha entendido e depois me devolvia mais uma, ou duas perguntas, normalmente começando com a frase “deixa eu ver se entendi direito”.</p>
<p>Então eu comecei a elaborar uma terceira definição e usá-la em um Teste A/B da vida real. No final, cheguei a algo que parece que as pessoas entendem melhor.</p>
<blockquote class="jr-quote"><p>A startup is a team of people working to find the most sustainable and scalable way to solve a problem of a target audience</p></blockquote>
<p>Ou em bom português…</p>
<blockquote class="jr-quote"><p>Uma startup é um time de pessoas trabalhando para encontrar a forma mais sustentável e escalável de resolver um problema de determinado público alvo</p></blockquote>
<p>Como diria minha santa avó, quebrando miúdos:</p>
<p><strong>time de pessoas:</strong> pode ser uma pessoa, ou centenas. Quem sabe milhares. O mais importante é que estas pessoas estão organizadas em prol de um objetivo em comum (time) e não necessariamente são uma organização no sentido empresarial (como sugere a definição de Ries).</p>
<p><strong>trabalhando</strong>: trabalhar significa que não estão apenas pesquisando, estão no campo de batalha, produzindo e testando no mundo real.</p>
<p><strong>para encontrar a forma:</strong> startups estão sempre tentando descobrir a melhor forma de fazer algo, essa é a grande essência.</p>
<p><strong>mais:</strong> este “mais” é importante. Implica em dizer que uma vez encontrada a forma, a busca por melhorar a sustentabilidade e escalabilidade não pára.</p>
<p><strong>sustentável:</strong> deve ser capaz de continuar resolvendo aquele problema por muito tempo e isto normalmente consumirá recursos como dinheiro, tempo e recursos humanos.</p>
<p><strong>escalável:</strong> deve ser capaz de resolver aquele problema de cada vez mais pessoas e que de preferência os limites sejam apenas o próprio tamanho do mercado.</p>
<p><strong>resolver um problema:</strong> a razão da startup existir.</p>
<p><strong>público alvo:</strong> quem será beneficiado do trabalho desta organização de pessoas.</p>
<p>De acordo com meus testes, esta definição vai funcionar melhor na maioria dos casos. Na pior das hipóteses você irá reduzir a quantidade de perguntas subsequentes em uma, ou duas.</p>
<p>Divirta-se.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Transfusão de cultura</title><link>https://joaopedroresende.com/a/transfusao-de-cultura</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/transfusao-de-cultura</guid><pubDate>Sat, 14 Nov 2015 10:39:11 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>E então veio este meu amigo empreendedor e me disse: “Vou aplicar a cultura da Ambev na minha empresa”.</p>
<p>Meu cérebro congelou.</p>
<p>Não me entenda mal, a Ambev é uma empresa incrível, com cultura fortíssima. O que também não significa que é uma cultura boa, ou cultura ruim. Mas que é uma cultura forte, isto é.</p>
<p>O problema é que não é possível aplicar a cultura de outra empresa, na sua empresa.</p>
<p><strong>Você pode copiar processos, mas não é possível copiar cultura.</strong></p>
<p>Cultura é algo relacionado a pessoas e como elas se comportam. Processos servem para forçar as pessoas a executarem um conjunto de atividades sempre do mesmo jeito, dessa forma se garante que toda entrada “A” terá uma saída “B” dentro dos padrões. Isto é completamente diferente de cultura.</p>
<p>Ah, vale a pena dizer também que, você não cria a Cultura de uma empresa… Ela será criada organicamente refletindo as crenças, comportamentos e exemplos dos fundadores da empresa e dos primeiros funcionários.</p>
<p>O lado bom dessa história é que a Cultura pode ser documentada. E isto vai ajudar você a reforçar os comportamentos e crenças que já existem.</p>
<p>Boa sorte tentando copiar a Cultura dos outros e cuidado para não transformar sua empresa em um frankstein de seis cabeças ao fazer isto.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Faça grandes planos, e não planos grandes</title><link>https://joaopedroresende.com/a/faca-grandes-planos-e-nao-planos-grandes</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/faca-grandes-planos-e-nao-planos-grandes</guid><pubDate>Fri, 13 Nov 2015 23:24:51 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Então você tem um sonho… Bom pra você!</p>
<p>Todo mundo tem um sonho, ou um grande projeto para realizar na vida. Pode ser “a paz mundial” que é o sonho da maioria das <em>misses</em>. Ou pode ser a casa própria, que é o sonho da maioria dos brasileiros. Pode ser abrir seu negócio, ou ser reconhecido nacionalmente (ou internacionalmente?) em sua profissão, ou arte.</p>
<p>Independente do que seja, se você for levar a sério a realização de um sonho, você precisará de um plano. E de execução.</p>
<p>O objetivo do seu plano não é tentar prever tudo que pode sair de errado. Para isto, você simplesmente precisará aprender a reagir rápido, ao invés de aprender a planejar muito.</p>
<p>O objetivo do seu plano é quebrar a execução toda em pequenas partes muito bem definidas. Partes que você saberá exatamente quando tiver terminado de executar.</p>
<p>A importância disto é que, se você não se motivar durante a execução do plano, você vai desistir. E o que nos dá motivação é realizar, concluir, produzir. E depois passar para a próxima fase. Como em um <em>game</em>.</p>
<p>Quebre seus planos em partes pequenas e foque em executar uma por vez. Quando terminar cada parte, comemore, celebre. E depois vá para a próxima fase. Uma a uma… até seu próximo sonho.</p>]]></content:encoded></item>
<item><title>Entrevista no Man in the Arena</title><link>https://joaopedroresende.com/a/entrevista-man-in-the-arena</link><guid>https://joaopedroresende.com/a/entrevista-man-in-the-arena</guid><pubDate>Sun, 25 Oct 2015 21:06:59 GMT</pubDate><description></description><content:encoded><![CDATA[<p>Em 2010 eu me preparava para começar minha segunda empresa “de verdade” e acompanhava o Man in the Arena na tentativa de aprender alguma coisa com cada uma daquelas pessoas entrevistadas. Sempre ficava surpreso com a quantidade imensurável de valor que conseguia tirar dali. Certamente foi algo que ajudou a me formar como empreendedor.</p>
<p>Hoje, 2015, sou um dos entrevistados. Espero que o que eu aprendi até aqui possa servir para ajudar você em seu negócio, ou inspirar você em sua jornada profissional.</p>
<p>Me diga o que acha nos comentários 🙂</p>
<div class="jr-video"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/0DMw0JGPCOI" title="Vídeo" class="ch12" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>]]></content:encoded></item>
</channel></rss>